sábado, 22 de novembro de 2014

Críticas à logosofia

Minha única crítica a respeito de logosofia é que a Fundação Logosófica e qualquer outra instituição que ministre o estudo de Logosofia, porque existem outras, podem ser melhor, podem melhorar em muita coisa, afinal, tudo pode melhorar, tudo deve melhorar, inclusive eu, inclusive você! Isto não é verdade? Estou dizendo algo calunioso? Não, seguramente.

Mas se você chegou até aqui procurando o blog "Críticas à Logosofia" do Janus, vou repassar o novo endereço logo abaixo (ou clique aqui), foi onde durante dois anos se trouxe estes assuntos à tona para conhecimento, para debate, para reflexão, para questionamento, e que ficou famoso afinal foi até reclamado na justiça em uma ação movida por uma determinada "Instituição" Logososófica contra o Google para saber quem ele é, mas não vou dizer qual instituição foi, sendo que existe mais de uma, já que não quero ser perseguido depois também, então você não deixa de ter chegado no lugar certo. O blog do Janus está em um endereço novo, a questão do processo ainda não acabou e não sabemos o que esta instituição irá querer fazer com ele por ter tido a audácia de pensar, de ser crítico, de falar verdades, verdades que aparentemente doeram em muita gente, mas concordo com Janus de que nada disso teria sido levado de forma tão ampla à reflexão entre discípulos de todo o Brasil sem ser da forma como ele fez,ele tem minha admiração, por isto fiz este blog em que vou compartilhar o novo endereço para quem estiver buscando a respeito da história da Logosofia, história do autor da Logosofia, críticas de um estudante de Logosofia, ou simplesmente para quem assim como eu tenha vivenciado os dois magníficos anos de existência daquele blog e não queira perdê-lo de vista, porque não acabou, só mudou de endereço.


Alguém aqui já assistiu o filme “A Vila”? Foi mais ou menos assim que me senti depois de ler o blog “críticas à Logosofia” do Janus, como os jovens personagens que descobrem uma história que os “adultos” já sabiam mas nunca haviam lhes permitido saber porque chegaram a conclusão que era melhor para eles crescerem sem conhecer aquilo. Veja o filme, deve ter no Netflix :), ou clique aqui. Mas isto não me desanimou de estudar Logosofia, apenas como o próprio blog diz, me levou a ser mais consciente da História, que é também uma ciência, e me vacinou para não me tornar um possível fanático fazendo difusão da forma de proselitismo e querendo trazer pessoas movido por um pensamento de “salvação” como são as religiões, venerarando o Maestro como salvador do mundo, de sua escola como uma espécie de centro de salvação da humanidade, implícito na crença que só com ele o espírito tem salvação de seu fim trágico de anulação por inércia evolutiva. Não estou dizendo que a instituição logosófica a qual eu pertenço ensine assim, isto não é verdade, mas é a postura que muitos (e muitos não são todos como diz Janus) aparemtam ter em seus discursos e atuações, o que faz aos olhos de muitos que estão fora verem a Logosofia como uma seita, uma religião que não se diz religião mas é, etc.  Conheço pessoas mais evoluídas e mais conscientes do que eu, do que outros estudantes de Logosofia, então eu e estes mereceriamos muito mais as consequências desta inércia evolutiva que estes outros seres. Busco ver a instituição logosófica a qual pertenço como uma escola que oferece uma grande oportunidade, oferece a democratização e amplo acesso aos que buscam esta evolução, mas não posso criar um preconceito de que estes estarão perdidos e destinados à miséria espiritual e de consciência se não vierem estudar conosco nesta escola.  Então não devemos ser fanáticos, nos acharmos o povo eleito o qual Deus (a Grande Inteligência ou Logos segundo os místicos) fez uma aliança através da sabedoria (Sofia) de Raumsol... resultando em Logos+Sofia=Logosofia... não é este o sentido mas para muitos dá a impressão disto. Estou dizendo que é assim que se ensina na instituição logosófica a qual faço parte? Não, estou dizendo simplesmente que temos que tomar o cuidado de não ser assim, ouviram aí polícias do pensamento de plantão? Não estou dizendo que nesta ou naquela instituição logosófica é só assim que se vê agindo, ouviram? Estou dizendo apenas que muitos, e não todos, acabam refletindo estes pensamentos e temos que cuidar para isto não virar uma epidemia que literalmente adoeça o conjunto. Mas já escrevi demais, o objetivo era compartilhar o novo endereço do blog do Janus, me empolguei querendo mostrar o quanto gostei e aprendi com aquele blog, aliás, aprender é o que gosto, por isto sou eterno Aprendiz.

Quem sabe outro dia escrevo mais também, estou gostando. 

E convido a outros com este mesmo pensamento a fazerem o mesmo, vamos transformar a causa da desativação do antigo blog numa razão para dar mais visibilidade ainda ao seu novo endereço, até porque já vi que o Janus esta se precavendo neste novo, onde já aprendi a falar "Intituição" sem dizer qual, porque existe mais de uma, então fica a critério de quem lê identificar-se ou não na situação que vive na Instituição Logosófica da qual faz parte. 

Agora, tem uma frase que não posso deixar de postar aqui, eu não sou cristão mas não tenho cristianismofobia como alguns (não todos, rsrs) logósofos tem, muitos utilizam-se de histórias de mitologia, de lendas, para ilustrar entendimentos sobre um tema, mas se falar em bíblia parecem ter uma alergia súbita, parece que a glote incha e perdem o ar... Para mim a bíblia é o livro base da mitologia judaico-cristã, não ter preconceito em falar sobre Os trabalhos de Hércules ou sobre Hermes Trismegistos mas ter asco de falar em Jesus no mesmo ambito mitológico é algo suspeito de ser uma neura na minha opinião, aliás, existe um livro de um autor brasileiro com o título "História da mitologia judaico cristã". Enfim, a frase que para mim parece servir para o que vem acontencendo com relação às críticas construtivas sentidas pela instituição logosófica que moveu o processo vem da bíblia e é a seguinte:

"Critica o tolo e ele te odiará, critica o sábio e ele te amará". Provérbios, 9:8

Muitos estudantes quiseram Janus como amigo, lamentaram ele não poder estar filiado, ao mesmo tempo muitos o odiaram e quiseram caçá-lo, talvez ainda não tenham desistido, porque como disse um deles "a lei permite,não há nada errado nisso", sínico, então não podemos achar injusto o caso da polícial que foi condenada por ter autuado um juíz na blitz da lei seca, afinal, se a justiça determinou então é justo e pronto, este para mim é o típico obediente cego. Parece que algum sábio deixou a resposta escrita na bílbia, e em muitos casos o tolo quando tem poder e bem equipado de advogados, usa a lei que tem brechas para a injustiça à seu favor... Mas esta minha última frase não foi direcionada à tal intituição não, viu? Foi genérica, divagando, poupem-se de processos, por favor.

Eu, como não me acho superior a nenhuma crítica e sempre tive inquietudes sobre muitos questionamentos que ele levantou em seu blog, logo quis Janus como amigo, consegui deixar meu contato de email com ele nas postagens moderadas e viemos nestas últimas semanas trocando profícuos emails, ele deixou de minha livre-consciência criar um blog manifestando meu pensamento sobre o ocorrido com o blog dele e ao mesmo tempo deixando o link para o novo endereço.

O conteúdo está todo neste endereço novo: 

www.criticasalogosofia.blog.com

Aprendiz *

* Antes que apareçam os protestos e acusações de eu ser anônimo, respondo com o mesmo argumento que Janus coloca no seu blog, de que o Blogguer é um sistema que permite a criação de blog com apelido/pseudônimo, os dados pessoais do blogueiro são privativos e guardados pelo Google, o que evita blogs que infrinjam a lei, que difamem, etc. Agora me pergunto, qual foi a infração da lei que o Janus cometeu? No processo, que os visitantes do blog leram, a juíza não reconheceu calúnia ou ofensa à honra da instituição, então porque obrigar a revelar os dados pessoais do autor? Sem motivo, só porque a instituição quer já que o autor não cometeu nenhum delito sendo tão somente livre expressão do pensamento? Finalizando, os dados para me identificar o Google tem, não existe anonimato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este abaixo era conteúdo do antigo blog
criticasalogosofia.blogspot.com.br
de autoria do blogueiro Janus

Este abaixo era conteúdo do antigo blog
criticasalogosofia.blogspot.com.br
de autoria do blogueiro Janus

Este abaixo era conteúdo do antigo blog
criticasalogosofia.blogspot.com.br
de autoria do blogueiro Janus

Este abaixo era conteúdo do antigo blog
criticasalogosofia.blogspot.com.br
de autoria do blogueiro Janus

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"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação” Oscar Wilde

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Apesar do título não há aqui críticas destrutivas, pelo contrário, são críticas sobre questões que refletem em baixo crescimento e imagem distorcida de religião pseudocientífica. Não desencoraja-se a estudar Logosofia, pelo contrário, conclama-se a estudar Logosofia com plena lucidez superando os problemas apontados, inclusive sobre a evolução histórica e também a humanizarmos a história de seu autor ao invés da visão teofânica típica das religiões.

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Atenção: antes de tudo, para os que não conhecem e para os que já conhecem também, este blog está “migrando” de um outro endereço antigo, então aos poucos vou arrumar o visual, arrumar os textos, etc. Ainda tenho que me adaptar ao novo sistema deste blog.
Explicação preliminar:
Como os comentários do antigo blog estavam sob moderação, recebi ontem a seguinte mensagem que resolvi acatar, me pareceu sensato diante da incerteza.
“Janus, não vou revelar minha identidade porque tenho meus motivos assim como você tem os seus de preservar a privacidade de sua identidade, mas espero sinceramente que você confie no que vou recomendar. Tenho ciência dos objetivos e de onde querem chegar com o processo que estão movendo, houve uma derrota parcial na primeira decisão da juíza mas isto não abalou os movedores da causa. O objetivo era ter sua identidade revelada mas juntamente com o reconhecimento de o seu blog ser difamatório e que tivesse ferido a honra da instituição. Na primeira decisão da juíza ela não reconheceu este caráter do blog, o que acho estar claro para qualquer leitor racional e imparcial, apenas reconheceu ser anônimo e deu direito ao requerente de saber quem você é. Mas veio a apelação, até onde sei ouvindo pessoas que confio, com um volumoso protesto escrito contra esta decisão parcial. Já foi dado despacho, não consegui saber se foi mantido ou não o mesmo teor da primeira decisão, mas a questão é que se conseguiram o que queriam, vão querer punir você severamente, não importa se o que você fala é verdade, se a verdade doeu é o que basta. Minha sugestão é a seguinte, numa tentativa em último momento de preservar sua pessoa disto, sem que você perca o direito de expressar seu pensamento, já que você teve a oportunidade de saber que isso irá ser exigido do Google, o que normalmente não acontece, as pessoas só sabem que tiveram seu IP revelado depois de feito, então delete seu blog e seu perfil do Google, torçamos para em poucos dias não haverem mais os registro de IP nos servidores e mude sua crítica para outra plataforma sem sede no Brasil e que você possa utilizar sem email do Google. Logo os interessados irão achar seu novo blog, quem procura acha como diz o ditado popular. Faça isso o quanto antes, se ainda houver IP para fornecerem quando o Google for intimado não fará diferença você ter este blog em outro endereço, aí não há o que ser feito, irão partir para o processo contra você, irão chama-lo na justiça porque isso não é proibido como disse alguém aqui nos comentários, irão desgastá-lo, seguramente irão propor que você tire o conteúdo do ar para evitar mais aborrecimento, enfim, mesmo que você resista lhe vencerão pelo cansaço porque tenho certeza você não tem tantos advogados quanto a (INSTITUIÇÃO*) e não terá recursos suficiente para levar isso adiante. É inaceitável para muitos de nós isso, mas como deram a entender por aqui, se a justiça decidir ninguém pode achar injusto, que ridículo. Então ninguém pode achar injusto o caso daquela policial que foi condenada por ter autuado um juiz na blitz da lei seca, façam-me o favor. Pois eu acho injusto, e muito. Mas se você se livrar deste primeiro processo, o que torço muito porque para mim é censura, é achar-se acima de qualquer crítica, principalmente se a justiça der ganho de causa porque aí será praticamente proibido achar injusto o que fizerem com você, se você conseguir passe a fazer seu blog desta forma, e faça-o itinerante, será mais seguro para você.
Não se cale Janus, e espero que não calem você, você trouxe à luz assuntos obscuros para muitos de nós simplesmente porque não são temas de estudo, assuntos que são abafados com este simples argumento de que não são importantes para os temas que devemos estudar para melhorar nossas vidas, mas ignoram que estes são também temas das nossas vidas dentro da (INTITUIÇÃO*) e que influenciam diretamente em tudo o que você falou. Mas tenho certeza que se o pior acontecer haverão os que terão coragem de colocar-se à seu favor, por enquanto estou preservando minha identidade mas encontrarei outros e nos revelaremos juntos, não deixaremos esta injustiça ser engolida à seco simplesmente assim. Acredito que um caso assim seria a consumação que ironicamente comprovaria parte importante da sua crítica. Guarde meu email com você.
Parabéns e boa sorte Janus.”
* Substituí o nome da instituição movedora da causa por apenas INSTITUIÇÃO.
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Recomeçando….

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Pelo motivo abaixo, que explicará o episódio acima para os que estão chegando agora, neste meu novo blog tomei o cuidado de não mencionar o nome da instituição logosófica a qual fiz parte, apenas me refiro à “intituição logosófica à qual fiz parte”, porque logosofia é uma ciência, um estudo para a vida com base nos ensinamentos deixados pelo Mestre Raumsol em seus livros, existe no Brasil mais de uma instituição logosófica, eu conheço três, podem surgir outras, portanto deixo a critério de quem leia identificar-se com minha crítica comparando com a instituição a que pertença. Assim espero dar um basta nesta “caça às bruxas” querendo saber quem sou pois qualquer plataforma blogger é um sistema que permite a criação de blog com apelido(pseudônimo), os dados pessoais do blogueiro podem ser privativos e guardados pelo provedor do serviço, o que evita blogs que infrinjam a lei, que difamem, etc. Os dados para me identificar os provedores possuem, não existe anonimato, simplesmente aqui neste blog e no mundo mental sou Janus.
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Este blog faz uso de pseudônimo, não de anônimo, possui dados cadastrais que permitem a identificação do autor apesar do sigilo destas informações, se cometesse agressões o blog feito com pseudônimo não o põe no anonimato, sob o ponto de vista de identificar o autor de um blog não existe anonimato absoluto na internet, tudo é identificável, infringir a lei fazendo uso da liberdade de expressão de forma anônima seria algo como fazer uma divulgação impressa e distribuí-la sem autoria sorrateiramente, como acontece em épocas eleitorais, ninguém sabe de onde veio, com blogues como este não é assim, se alguém fizer um blog criminoso (similar ao caso da Preta Gil muito divulgado tempos atrás) mesmo com cadastro pseudônimo seria facilmente identificado e localizado pela polícia, não há anonimato absoluto na internet neste sentido, no meu caso o pseudônimo preserva minha privacidade tão apenas para expressarmeu pensamento sem receio de prejuízo de meus vínculos sociais com estundates de logosofia, fazendo isto com coerência, sem ser leviando, sem más intenções, o que pode ser constatado bastando para isso ler integralmente minha crítica. Isto evita até mesmo de talvez um dia ter meu pedido de reingresso negado pelos que conhecendo-me e ressentindo-de por eu ter uma visão crítica e por deterem o poder rejeitem meu pedido. Em outro endereço que era do Google tramitou na JUSTIÇA um processo movido por uma prestigiosa instituição Logosófica alegando este blog estar difamando a Instituição, o que para quem lê fica claro que não é este o objetivo mas sim uma crítica construtiva baseada no princípio de liberdade de expressão feito aqui na forma de pseudônimo e não de anônimo, não havendo tampouco direcionamento pessoal à ninguém que possa igualmente alegar difamação pessoal, tão somente trazendo reflexões sobre as questões apontadas, este processo visa obrigar o Google a identificar o autor do blog… Por qual motivo? Faz quase dois anos que abro espaço neste blog para responderem e contra-argumentarem, de forma democrática, qual a ânsia de saber meu nome? Voltamos aos tempos da Inquisição? Caso alguém através de pseudônimo fizesse calúnias ou falasse mentiras sobre a história da Obra e de Raumsol concordo que coubesse tal ação, o pseudônimo na criação de um blog não põe o autor no anonimato como explicado acima, mas na crítica explico os motivos do pseudônimo e não de anônimo, assim como dei mais motivos agora, e continuo me perguntando porque saber quem sou é mais importante que refletir sobre as questões que coloco aqui? Há alguma mentira? Já pedi que quem julga ser mentira demonstre, mudo de opinião. Se não estou agredindo, não estou mentindo, não estou sequer desestimulando as pessoas a estudarem Logosofia, pelo contrário, conclamo a estudá-la com mais lucidez inclusive sobre sua evolução histórica, qual a explicação da ânsia de obrigar o Google a identificar-me? Para calar-me? Para poder proibir-me de um dia reingressar por ter cometido a audácia de ter tido uma opinião crítica e feito uma quase tese a respeito?Tudo está baseado numa visão crítica de porque a Obra cresce tão pouco, querendo que fosse o contrário, de porque afasta interessados que a julgam parecidas com uma religião (onde trato de epifania e verdade revelada), de porque desilude e igualmente afasta muitos que descobrem depois por si o processo de evolução que a própria Logosofia passou, sua história e a história sem saltos cronológicos da vida do autor, coisas que parecerem estar preferindo que se apague, mas se a Logosofia é uma ciência deve respeitar a História que é ciência também, é uma ciência e não pode ser deformada por interesses institucionais, enfim, há aqui uma visão de alguém que queria ver a Obra muito mais pujante e com um alcance muito maior mas que vê isto como impossível dentro do quadro atual por estes e outros motivos postos em consideração e que parecem estar dogmatizados por ser praticamente impossível de ser feito uma “auto-crítica” internamente na Instituição sobre estes assuntos, que são debatidos por muitos em conversas informais quase em segredo mas que nas mesas de reunião ou de forma oficial estes mesmos não se manifestam por não quererem ser vistos como “reagindo ao ensinamento”, “reagindo ao Mestre”, termos já consagrados para isolar e tratar dos que desenvolvem algum olhar crítico divergente dos rumos adotados. Sobre a história  do autor e da Obra há alguma mentira?Esclarecido estes pontos, não sendo esta crítica um ataque leviano e não existindo anonimato absoluto, finalizo com um ensinamento do Mestre Raumsol para recordar aos que não aceitam a expressão de meu pensamento unicamente por não ter um nome de alguém em quem possam colocar as mãos:

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“Não suprima, homem, o que Deus dispôs por Sua Vontade que não se pode suprimir. Privar o homem de expressar seu pensamento livremente é submergi-lo nas masmorras da ignorância e precipitá-lo em impiedoso desterro de suasconvicções, sentimentos e aspirações”. Raumsol (CRL Tomo V, pág. 80)

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Este blog sempre partiu da crítica sob o ponto de vista de trazer à tona o que visivelmente causa problemas como descrevi acima e pode estar errado para então buscar refletir sobre meios de corrigir estes problemas. Parece que alguns esqueceram o que recomendava o próprio Mestre Raumsol, condenam-me pelo uso da crítica, infelizmente esta crítica devia partir de dentro das reuniões administrativas, como eu disse, nunca vi num simpósio diretivo alguma reunião com o tema: “onde podemos estar errando?” para exercitar-se a autocrítica, que o Mestre recomendava sim, basta ler o ensinamento abaixo. Mas como internamente na instituição isto não é possível pelos motivos que já relatei exaustivamente, fiz neste blog, sem injúria, sem desrespeito, sem ataques pessoais dirigidos à ninguém e sem desonrar a imagem da Instituição, e atingi um dos objetivos principais que era alcançar o máximo de mentes a este respeito (de estudantes), o que jamais aconteceria numa reunião à portas fechadas cuja ata seria engavetada.

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Lamento alguns verem-me como um tipo de inimigo sendo que a crítica visa superação e almeja ver um futuro livre de muitas das travas que impedem um franco crescimento da Obra, seria eu alguém que não gosta de Logosofia tendo me afastado por razões adversas à minha vontade há praticamente quatro ou cinco anos, nem lembro ao certo, e ainda estar aqui, mantendo este blog, defendendo a Obra muitas vezes quando alguém levianamente se vale do meu blog para atacar a Logosofia? Mais um motivo para querer proteger-me com meu pseudônimo, Janus me defende neste sentido, não é uma máscara, é um escudo que me defende dos que não entendem que um amigo pode dizer algo que o outro não gostaria de ouvir porque quer vê-lo superar aquilo. Isto não tornará mentira o que expus aqui, porque nunca foi, acredito que o propósito maior disto seria poder acusar este blog de difamação e tanto quanto condená-lo poder dizer aos que já questionam sobre tudo o que expus aqui: “era tudo mentira, veja só, o autor foi acusado de difamação” e cortar pela raiz qualquer pensamento de renovação. Mas nunca tive o pensamento de difamar e felizmente isto ficou sempre bem claro aos leitores imparciais, no entanto já que Janus é inatingível porque existe apenas no mundo mental, alguns parecem querer uma pessoa física para “vingar-se” pela taça do elixir amargo que Janus faz beber aos que chegam aqui, no intuito de fazer refletir sobre o amargor que tudo isto causa.

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Isto mesmo no âmbito em questão comprova a veracidade da frase de Martin Luther King:

“para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa”.

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Eis o que diz o Mestre Raumsol sobre crítica e sua função:

Han ensayado los discípulos la crítica directa y la crítica paralela. Ello ha sido muy útil para agilizar el discernimiento. El discípulo que aspira a ser director debe cultivar el arte de la crítica y por ello recomiendo insistir en esa práctica, porque al mismo tiempo que se suscitan las diferencias de interpretación, se logran corregir algunas actuaciones…

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O nome deste blog pode criar alguma reação por parte dos estudantes da ciência logosófica, mas já esclareço que a crítica aqui feita não é por querer atacar os princípios basilares da Logosofia ou por querer agredir levianamente a mesma, trata-se de uma crítica por parte de alguém que acredita que algo pode melhorar para o crescimento desta, alguém que esteve atuante em uma instituição logosófica bem conhecida (não existe apenas uma, mas os que pertencerem à mesma irão identificar-se) por muitos anos e viu a presença de pensamentos obstinados, de entendimentos aceitos como verdadeiros sem serem questionados, fatores que dificultam demasiado uma vivência suave e natural da mesma tanto como também uma melhor aceitação e expansão desta na sociedade. Não é, portanto, uma crítica aos postulados ou aos ensinamentos logosóficos, nem à existência da instituição logosófica, mas à forma como se vem abordando, organizando suas atividades e até mesmo conceituando Logosofia. Nunca vou ser contra os objetivos principais da Logosofia ou contra esta instituição Logosófica enquanto escola de logosofia, mas sou sim contra as formas absolutistas de governá-la, contra a epifania e o dogmatismo que vem se formando com relação ao autor e do uso de seus ensinamentos, pois o ensinamento logosófico apesar de não ser dogmático pode ser tratado com dogmatismo, sim, e muitos estudantes assim já o fazem, ao longo de minha crítica abordarei isto. A epifania com que muitos tratam o termo e a história do Mestre Raumsol (criador da Logosofia, autor de sua bibliografia e instrutor de como se estuda e pratica seus ensinamentos, por isto é mestre) e a tomada de seus ensinamentos como verdades reveladas tem tirado e muito a credibilidade da Logosofia como ciência. O maior objetivo é mover reflexões que possam surtir em reavaliações, preferivelmente por parte de estudantes ativos que possam ler com boa vontade e que também percebam estes fatos.
Mas porque fazer desta forma? Porque não tratar deste tema internamente? Durante minha exposição ficará claro a ineficiência desta tentativa. Desculpe apresentar-me simplesmente com um pseudônimo (o que é permitido pela plataforma do blog, pois os dados privados do usuário ficam guardados no sistema, sendo assim não existe anonimato, apenas um perfil virtual), a imagem que escolhi ao lado é apenas para dramatizar esta condição, além de ter se tornado um símbolo atual de revolução, bastante difundido, e de certa forma sempre fui simpatizante das revoluções quando o objetivo é libertação e progresso, seja político, social, econômico ou espiritual (e revolução não é sinônimo de violência antes que surjam os mal entendimentos). Quando comecei a estudar Logosofia assim aconteceu porque insatisfeito com minha vida queria fazer uma revolução em mim mesmo, e agora estou aqui, levantando questões que considero importantes repensar e revolucionar na própria Instituição. Além do mais tenho parentes e amigos que estudam Logosofia e não quero correr o risco de constrangê-los dando motivos para criar “intercâmbios indesejados” para eles motivados pela ligação com um “herege” como eu. Mas penso que isto não importa, não adotei um pseudônimo para ser deseducado ou algo semelhante, minha crítica será respeitosa e puramente reflexiva, sem agressões pessoais. Nesta crítica não haverá culpados, não vejo seres culpados, acredito que a culpa está em pensamentos dominantes e não em pessoas, talvez assim no máximo a responsabilidade de cada um está em dar guarida ou não à estes pensamentos em sua mente, e consequentemente em tornar-se veículo de seus males. Mas pode-se mudar as pessoas e nada mudará se os pensamentos continuarem os mesmos, isto é justamente um dos princípios que se aprende em Logosofia.
Este blog terá uma única postagem, sujeita a revisões e ampliações (mais recente: 27/10/2014.Revisões e ampliações ficarão por uns dias destacadas em cor azul). É um pouco extensa e portanto sobre os comentários, por favor, seja justo e leia tudo se deseja escrever algo a respeito. Darei-me ao direito de excluir comentários ofensivos, mas quero abrir a oportunidade de este espaço ser livre para um debate sadio e inteligente.

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Alguns, em especial os estudantes filiados à esta instituição Logosófica a qual fiz parte, questionarão dizendo não ser lógico alguém querer apontar ou querer mover a correção de um erro em uma instituição sem fazer parte dela. Certamente a correção dos erros em si somente caberão aos que fazem parte, mas não podemos subestimar o valor de uma crítica construtiva sob uma ótica apurada mesmo que venha “de fora”. Vejamos os exemplos da história, muitos filósofos e livres-pensadores fizeram críticas às religiões e aos sistemas de governo, por exemplo, sem estar dentro destes, sem serem “militantes” da causa, no entanto suas críticas moveram reações que resultaram em reavaliações pelos que estavam lá dentro e que puderam corrigir os erros depois do árduo trabalho de reconhecê-los frente às críticas e aos fatos constatados. Os próprios estudantes de Logosofia que um dia estiveram em alguma religião fazem duras críticas às mesmas e sequer estão interessados em ajuda-las, em melhorá-las, ou sequer em dar reconhecimento ao que estas ensinam de bom (a exemplo da filantropia e compaixão frente à miséria e desigualdade social – temas e práticas que a Logosofia não dá praticamente nenhum enfoque apesar de a responsabilidade ser de todos nós que movemos nosso sistema capitalista) e portanto não vejo que possa haver dois pesos e duas medidas tornando sem lógica por parte de alguém que estuda Logosofia não querer aceitar que alguém de fora possa fazer o mesmo em relação à esta, ainda mais que em meu caso há sim o propósito de dar movimento a um pensamento de que em muitos pontos se tem errado mas que pode-se melhorar. A epifania será apenas um destes pontos, minha crítica abordará muitos outros, e diante dos que me acusam de “reação ao autor da Logosofia” não vejo isto como reação ao autor, mas talvez sim reação à epifania e mito que se tem criado em torno do autor, o que é diferente. O novo Dicionário Aurélio tem uma definição sobre Logosofia muito interessante, diz que é uma “doutrina ético-filosófica”, e nomeia seu autor, pois de fato uma doutrina desta envergadura surge na mente de alguém, possui seu autor/criador, e defendo e admiro desta forma, mas quando esta relação toma ares de religião e trata-se o autor como Verbo encarnado, aí as coisas mudam de rumo… e os resultados aparecem, pessoas que já reagem com as religiões e crenças veem na Logosofia uma nova roupagem de “salvação” e “salvador”, não querem uma nova religião e por este motivo somado a outros a Obra não está crescendo. Existem cada vez mais pessoas desprendendo-se dos dogmatismos religiosos, pessoas que buscam um novo caminho para sua espiritualidade e evolução mas que logo se sentem suspensas no vazio sem uma “doutrina ético-filosófica” distinta das religiões para amparar-se, logo se tornam descrentes no máximo sentido, ateus, e vemos o ateísmo e materialismo existencialista crescendo dia a dia e a Logosofia fechando-se num verdadeiro ortodoxismo que a meu ver torna-se uma negligência a respeito deste processo histórico pelo qual estamos passando.

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A crítica da qual me valho é a crítica tal qual nos ensinou o Iluminismo, o ato de analisar através da razão para trazer à tona as incongruências e os erros, na tentativa de aproximar-se da verdade, mas neste caso o objetivo seria o de afastar-se dos erros cometidos.O Iluminismo, por exemplo, fez duras críticas às religiões, Voltaire chamava a Igreja de “la Grande Infâme” e tecia ácidos textos criticando a mesma… No caso de Voltaire ele não queria ver uma Igreja melhor, sonhava com o fim do absolutismo religioso, da religião e Estado governando de braços dados (mas não com o fim da crença em Deus, ele era um deísta autêntico). Hoje a Igreja continua aí, mas é fato que ela modificou-se em muitos aspectos e cedeu à busca por corrigir os erros apontados em críticas como as de Voltaire, críticas lógicas, apuradas e bem embasadas, críticas que obtiveram eco e levantaram a voz até mesmo de clérigos à favor de mudanças para que a instituição não sucumbisse frente a realidade dos fatos apontados.
Não estou defendendo as religiões ou a Igreja, sou um deísta como Voltaire, em minha opinião pessoal as religiões ainda fazem muito mal em muitos aspectos na psicologia e espiritualidade humana inculcando dogmas e criando mais diferença do que igualdade entre os homens, pela diferenciação que criam fortalecem a personalidade (ego) ao invés de desbastá-la, mas devemos reconhecer que muitas das coisas que Voltaire viu a Igreja fazer e criticou (Voltaire e outros) ela modificou e corrigiu-se reconhecendo como legítimas as questões levantadas, mas antes foi necessária a crítica, e foi vinda de fora já que os que estavam dentro eram sujeitos aos velhos preceitos de “magister dixit”, temor de heresia, perda de seu lugar no grupo, entronamento de vaidades, etc. O olhar de quem está de fora, desde que disponha de uma razão equilibrada, observação perspicaz, capacidade de associar e comparar com outras realidades, deve ser bem vindo diante do propósito de melhorar. As empresas fazem isto, muitas vezes chamam alguém que é de fora para observar, encontrar e listar problemas a serem resolvidos que muitas vezes os administradores não veem porque já estão “viciados” naquele sistema de funcionamento, então não penso ser tão difícil entender a validade e utilidade e uma crítica de quem está fora porém com sincero propósito de bem e não de destruir.

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Já nos disse Winston Churchill:

“A crítica pode não ser algo agradável, mas é necessária. A crítica tem a mesma função da dor no corpo humano; chama a atenção para um estado alterado das coisas”.

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Fui um estudante filiado por muitos anos, fui docente de núcleos, informador e preparador de interessados e aspirantes, tive meus motivos para sair, mas não por reação ao ensinamento logosófico. Penso que o estudo e prática da Logosofia é perfeito para a evolução do espírito humano, mas a forma como esta instituição Logosófica vem sendo dirigida, e acredito que outras, ao menos em minha visão e pela experiência que vivi, está dificultando de maneira assustadora o acesso de um público maior ao estudo logosófico, basta vermos o pouco número de ingressos de novos estudantes e o frequente pedido de afastamento por parte de muitos estudantes filiados. Minha crítica aberta é porque ela atinge um maior número de pessoas, inclusive dirigentes, o que seria impossível apenas levando meus pensamentos ao diretor da sede que somente iria dizer que eu estaria com uma visão equivocada, arranjar ensinamentos à seu favor e “engavetar” nossa conversa. Conheci e conheço muitos estudantes que pensam coisas semelhantes ao que escrevo abaixo, apenas aprenderam a ser “dóceis” e se ocupar do seu processo individual, mas isto para mim é egoísmo. O que importa é que no meio de tudo se consegue viver seu processo e deixar de lado o progresso firme e crescente desta Obra? Ela está estagnada, é só querer ver com lógica, matematicamente, pode não estar atravancada como método e como ensinamento, porque é factível de ser vivida e trazer resultados, mas está atravancada como entidade e se isto ocorre é porque possui motivos, possui causas, esta é minha visão e de muitos outros com quem intercambiei e construí este pensamento.  Por isto minha crítica não é destrutiva, não ataca a Logosofia, mas ataca sim a epifania, a sacralização de certos entendimentos já dogmatizados na instituição e a tomada e difusão do ensinamento como verdade revelada, e que culmina com numa análise dos motivos de porque talvez este grupo está tão escasso apesar do tesouro que tem em mãos e que podia tornar o interesse e volume de interessados muito maior. Devemos admitir que há algo errado em nosso conceito à partir do momento que pessoas inteligentes e de razão crítica, desprendidas de fanatismo religioso principalmente, vêem a Logosofia com desconfiança e reação, encontrando facilmente argumentos para fechar-se ao interesse em conhecê-la e experimentá-la.

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Considero-me um buscador da verdade, disposto a defender a liberdade de pensar por si mesmo sempre à favor da lógica, da razão e da moral, e o direito de ter acesso aos elementos necessários para se formar um entendimento completo e íntegro do que se busca, neste caso faz parte a busca por conhecer a história da obra logosófica, vermos como se tem caminhado com ela até os dias de hoje, os resultados obtidos e como pode-se rever e planejar os passos para o futuro, abrindo os olhos ao merece atenção nesta caminhada para que ela atinja seu objetivo com sucesso.Pelos motivos que irei expor ao longo desta crítica, considero urgente combater a crescente onda de epifania em torno de Raumsol dentro do ambiente Logosófico, assim como a apresentação do ensinamento logosófico como verdade revelada e o cada vez maior apelo de difundir e colaborar ocupando os filiados numa verdadeira “consagração” que por vezes assusta os próprios membros, o que resulta tudo em conjunto numa verdadeira fórmula de dogmatização. Entendo que até mesmo a Logosofia não passou isenta à Lei de Evolução, afinal, as Leis Universais são inexoráveis. Acreditar que Raumsol e a Logosofia “vieram prontos” do mundo metafísico para libertar o espírito humano da escravidão espiritual e do letargio evolutivo é dar à ela uma conotação de religião, como se o estudo e a difusão de Logosofia fosse um trabalho de evolução pessoal atrelado à objetivos de salvar a si mesmo e de salvar a humanidade, como se o espírito sem ela estivesse condenado. Esta forma de interpretar e querer fazer avançar a Logosofia – que não é fantasiosa, vem acontecendo – está atrapalhando e muito sua melhor aceitação como ciência e também sua maior expansão. Este é o motivo pelo qual considero oportuno uma visão crítica, não destrutiva, mas para avaliar se não é possível rever-se alguns paradigmas formados ao longo da caminhada, que são causas de afastamentos e de baixa aceitação em uma sociedade aonde surgem cada vez mais mentes de razão crítica e cansadas de “verdades reveladas”, de avatares, de caminhos prontos, etc. Esta crítica não deprecia o valor e importância desta nova ciência, apenas rasga o falso véu de “imaculada”, de perfeita, tornando-a obra humana e não obra de Deus como querem ser as religiões. Sendo obra humana obviamente necessita ajustes constantes, necessita rever os rumos, necessita rever certezas e posturas, isto é ciência. Mas não falo em fazer ajustes ou rever os ensinamentos logosóficos e o método preconizado por seu autor, estes são a matéria prima, a base, mas aperfeiçoar constantemente sim a forma de colocar-se frente à eles, sem epifania, sem proselitismo, sem discurso salvacionista aonde parece querer-se tratar “evolução” como se fosse “salvação” e a instituição como o local que “salva”, sem tom presunçoso de verdade revelada, sem desprezo pelo mundo comum, podemos sim querer aperfeiçoar este chamado mundo comum, mas não desprezá-lo e diminuí-lo, isto é antipático, e o resultado está aí em muitos afastamentos.Como nos ensinou Kant, uma coisa é o objeto, outra é a percepção que temos do objeto. Neste raciocínio, será que a percepção geral que tem prevalecido a respeito do Método é de fato o legítimo Método ou seria a percepção dos discípulos a respeito do mesmo visto pelas lentes de seus pensamentos? Não duvido dos objetivos do Método Logosófico, não duvido do ensinamento logosófico, mas questiono nossa percepção acerca dele, das distorções que nossas mentes podem estar fazendo com ele, mas veja que não proponho reformas ao Método Logosófico, não me considero detentor de uma verdade maior, mas isto me impede ou nos impede de sermos livres para refletir que algo em nossa percepção pode estar errado? Se somos capazes de juntar evidências suficientes de que algo está errado não podemos ficar aceitando a permanência dos erros protegendo-os alegando tolerância e paciência com os pensamento que necessitam evoluir principalmente estando estes causando tantos prejuízos.Uma grande parcela de estudantes de Logosofia parece vir perdendo sua habilidade crítica tendo deixado-se influenciar por uma espécie de rivalidade e “fobia” com a filosofia, com a aplicação do pensamento filosófico, com o pensar de forma crítica. Filosofar sobre questões como estas a respeito de nossas percepções mesmo com relação à Logosofia, duvidar de nossas certezas supondo que podemos estar repetindo velhos erros, ou talvez criando novos, investigando aonde estiveram presentes estes velhos erros (na história, antropologia, psicologia). É uma pena que em prol de um amor ao Método Logosófico e em nome de uma gratidão que se confunde com exclusividade se esteja depreciando e dispensando ferramentas tão úteis e talvez indispensáveis, nossa sociedade evoluiu muito nos últimos séculos com o uso destas ferramentas, em especial herdadas do renascentismo e do iluminismo, e agora são tratadas como “coisas da velha cultura”, tratadas como estudo e investigação desnecessárias, ou como alguns estudantes dizem e dão a entender: são conhecimentos úteis apenas para saber como chegamos até aqui, mas inúteis para o futuro servindo apenas para dar razão à Logosofia que assume a tocha e fará um mundo melhor e mais feliz sozinha. Este pensamento está na mente de muitos estudantes de Logosofia, lamentávelmente.

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Muitas questões surgem de um problema comum em várias instituições, os que se julgam melhores conhecedores da vontade de seus predecessores costumam querer que o demais entendam que as suas propostas e planejamento são o correto, definem regras que se transformam em dogmas e querem que todos andem conforme o ritmo que julga ser o correto e que todos conduzam suas vidas da forma que entende ser a correta, devendo-lhe respeito por sua larga experiência e dedicação à causa, e por este mesmo motivo, aceitar e acatar as decisões destes que compõem juntos muitas vezes os grupos que definem os rumos da instituição e suas atividades. Isto na popular história do judaísmo-cristianismo tinha um nome: farisaísmo. Justo o criador da Logosofia que tanto criticou o que chamava de “pensamento fariseu” no início da Obra está agora com sua Obra nas mãos de muitos destes… Ao longo da crítica vou explicar esta minha percepção que é na realidade a de muitos estudantes, que calam-se frente ao conjunto mas entre si cochicham e reclamam de tudo o que abordarei aqui, inclusive já temos muitos depoimentos de estudantes nos comentários do blog corroborando isto. Esta crítica é basicamente a compilação de fatos e críticas recolhidas ao longo dos anos e de suas consequências que parece não querer reconhecer-se. Muitos (muitos não significa todos, qualquer um sinta-se à vontade para colocar-se fora desta minha percepção crítica) que já se consideram experientes o suficiente pelo peso dos anos de estudo para saber o que é melhor para todos tomando por medida a sua própria, inclusive de disponibilidade de tempo e de recursos, tomaram assim as “chaves” da realização do processo e tornaram a instituição um lugar exclusivo para pessoas que já beiram a vida ideal para a grande maioria da sociedade, pessoas que possuem tempo disponível fora da realidade para a maioria esmagadora das outras pessoas e  devendo dedicar-se a estar presente na instituição em média duas a três noites por semana e aos sábados quase o dia inteiro, devendo ainda sentirem-se no dever de estar a pronto para estar presente em qualquer evento institucional pese este no orçamento ou não, tendo que desagradar a família em casa ou não, pois muitos eventos acontecem em outras cidades o que inclui despesas de avião, hotel, final de semana fora, etc. Isto porque, como disse, os que organizam e planejam tomam a sua medida por comum à todos, e em geral estes em muitos casos são abastados, possuem filhos já crescidos ou podem pagar babás e possuem empregos ou exercem profissões que lhe permitem organizar sem muita dificuldade o seu tempo livre para dedicar-se à causa logosófica, no entanto acabam exercendo forte pressão para que os demais, desde jovens, tenham os mesmos pensamentos ainda que estejam longe de ter as mesmas condições. Os jovens assim como os mais velhos assim que entram começam a ser inscritos em diversas atividades que lhe levam a frequentar a instituição Logosófica como disse duas até às vezes três noites na semana, fora as atividades de fim de semana, logo, é visível que em algum ponto a vida comum fora do ambiente da instituição estará sendo prejudicada de alguma maneira (presença na família, falta de atividade física, etc).

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Tomando o exemplo dos eventos institucionais que são organizados, se você não pode ir não vá, é o que é afirmado e não estou dizendo o contrário, assim como teoricamente não é necessário frequência que vá além do mínimo indicado pelo estatuto que são duas reuniões semanais, mais uma colaboração, mas logo alguns tipos de docentes virão para fazer você compreender que não está dando a real importância e não está percebendo a falta que aquelas experiências farão para a sua vida, insistentemente até você mudar de posição. Com uma agenda bastante cheia de compromissos e atividades dentro da instituição Logosófica que vão de núcleo de estudos, reuniões de planejamento de atividades, reuniões para organização e preparo das atividades planejadas, não é difícil ver que a grande maioria dos filiados não arranja tempo para estudar em casa os temas que lhe inquietam, ou para pesquisar outros temas e livros que talvez não estejam na grade de planejamento dos temas propostos pelos dirigentes, da mesma forma como acaba até não arranjando tempo nem mesmo para estudar os temas do próprio planejamento dos núcleos de estudos do qual faz parte, pois pese que este esteja frequentando a sede duas a três noites por semana mais boa parte do sábado, este mesmo tem ainda uma vida pessoal aonde tem necessidade de fazer coisas simples e necessárias como ir ao supermercado, participar da vida dos filhos, estar em eventos familiares, arrumar e cuidar da sua casa, fazer trabalhos domésticos, ter um tempo com o cônjuge, cuidar da saúde fazendo alguma atividade física, e seguiria uma lista enorme de coisas que um estudante de Logosofia como qualquer pessoa comum necessita se ocupar, aonde estará seu tempo de leitura tranquila e diária? Não é de se surpreender que os estudantes acabam fazendo nas reuniões de estudo intercâmbios de compreensão “no vácuo” do que se ouve nos próprios núcleos de estudo e ambientes da instituição. Em geral o que se vê, e posso dizer porque fui diretor de núcleo de estudos e tive ampla convivência na sede que frequentei, é que a maioria lê apenas o resumo do que é passado como bibliografia em alguma brecha de tempo que lhe sobra e passa o dia tentando pensar naquilo quando se recorda do assunto, buscando experiências que se associem, e se autoconvence que faz com isto o seu estudo diário logosófico.

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É fácil concluir que o fato de que para a grande maioria não lhe sobra tempo de estudar ou ler outras coisas se torna propício para um comportamento passivo da massa de filiados, não abrindo espaço para senso crítico, assim sem se perceber se está repetindo o erro que é justamente o que em tese se está ali buscando combater, pois a Logosofia quer libertar a mente do homem massa. Em verdade há os estudantes que arranjam tempo de leitura e estudo indo além inclusive do requerido pelos programas de estudo logosófico, aventurando-se até mesmo a ler outras bibliografias além da logosófica, mas logo este tipo de estudante é visto pelo dirigente que se vê representante da verdade logosófica como sendo um estudante de logosofia que não compreendeu ainda a grandeza do ensinamento logosófico, pois se compreendesse só leria os livros de logosofia. Este pensamento não é disseminado literalmente, já que outros autores podem até ser lidos dizem, para não contrariar o princípio de liberdade de pensar e o que o próprio autor da logosofia afirma, mas a busca autodidata de outros estudos a exemplo de filosofia, história das religiões, mitologias, antropologia e história geral são claramente entendidos e rotulados como esforços desnecessários se o objetivo for a evolução da consciência e da liberdade do espírito do homem, trabalho de Sísifo, e isto os torna obviamente sinônimos de inúteis, de mera ilustração (nas entrelinhas: perda de tempo).

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Como reflexo disto é fato fácil de comprovar que a grande maioria dos estudantes sabe muito pouco sobre filosofia, história geral, história das religiões comparadas e outros temas relacionados. Como exemplo, certa vez fui falar sobre Voltaire com um estudante de anos de estudo a mais do que eu e ele sequer sabia quem era, ignorava e pouco se interessou que outros pensadores revelaram muitas coisas sobre a impostura religiosa séculos antes de Raumsol, numa época em que se era perseguido e até mesmo morto por esta audácia. Não estou desmerecendo os ensinamentos de Raumsol, seu método é seu grande tesouro legado à humanidade, a exemplo da investigação e busca por domínio dos pensamentos na mente do homem, o que é difícil para mim de aceitar é dizer que todo nosso conhecimento cultural (filosófico e científico) acumulado tenha pouca ou nenhuma serventia para a evolução de nossa consciência e de nosso espírito, tal como querem fazer parecer muitos discípulos já fanatizados pelo bem que experimentam com o estudo logosófico, como se só este bem bastasse para mudar o mundo.O próprio González Pecotche estudou muito, leu muito, sabia de muitos temas desde religiões até mitologia, tinha conhecimento de história, antropologia e de muitas filosofias, bateu em muitas portas e culminou sua evolução espiritual até criar a sua escola, não nasceu Mestre, se fez Mestre. Mas estes mesmos estudantes fanatizados sendo dirigentes da instituição Logosófica (o que não significa que todos os dirigentes são fanatizados, mas referindo-se aos que são) fazem um trabalho muito “bem feito” para, por exemplo, os novatos não saberem nada da vida de González Pecotche que não convirja para uma verdadeira teofania deste, um avatar. Acredito que é necessário fazer algo para manter a história neutra a respeito de González Pecotche, eu prefiro ver González Pecotche como um homem comum que transcendeu e despertou-se como Raumsol (pois assim ele é de fato um exemplo do que o homem pode realizar não sendo necessário ser “iluminado” de nascença, como são os mitos dos precursores das religiões, os avatares), sabendo que quando jovem ele foi rosacruz, tendo chegado a escrever uma carta chamando o esoterista Krumm-Heller de “muy querido Maestro”, a qual se encontra no prólogo do livro Logos-Mantram-Magia do referido autor, que tinha ainda pai e avô maçons do mais alto grau na Argentina e inicialmente fazia Logosofia de forma gnóstica e cristã publicamente através das revistas Aquarius, chegando a escrever que o objetivo da Logosofia era ensinar e revelar os verdadeiros valores, significado e princípios esotéricos do “Divino Maestro Jesus”, como consta na revista Aquarius do ano de 1933 editada por González Pecotche, em seu texto intitulado “misión raumsólica”.

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Temos um claro exemplo disto que escrevi acima na utilização de uma referência bibliográfica a qual é muito citada em diversas publicações quando se quer apresentar Logosofia valendo-se de um destaque recebido em uma importante revista de Filosofia da Universidade de Minas Gerais, a revista Kriterion, está inclusive na Wikipedia entre as referências utilizadas para apresentar o que é Logosofia.  A questão é que sem sabermos o motivo o texto original da revista Kriterion foi alterado ao ser transcrito numa parte específica, justamente a parte que não favorece a teofania que parece gostar-se muito, substituiu-se estes trechos por outra linguagem que favorece melhor a ideia teofânica fazendo parecer que críticos filósofos teriam rendido sincera admiração pela “alta filosofia” da nova ciência. Resquícios da fábula de reis magos trazendo ouro e mirra ao novo Messias? Desnecessário no mínimo, mas infelizmente alguns parecem ainda depender desta necessidade de veneração. Ou seria receio de que o leitor fosse buscar e acabar encontrando muito da história que se quer apagar? Mas por que apagar? É vergonhoso? Isto tudo não faz parte justamente da evolução que o discípulo tem que realizar aonde o Mestre é precursor e exemplo?
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Vejamos o texto como se encontra atualmente transcrito na Wikipedia:
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Kriterion. Revista da Faculdade de Filosofia da Universidade de Minas Gerais. Belo Horizonte (Brasil), páginas 562 e 563, julho a dezembro de 1956. Crítica ao livro O Mecanismo da Vida Consciente (122 pág):

O autor consagrou sua vida ao que estima constituir uma superação humana. Esta é a décima terceira de suas obras, todas elas da mesma orientação logosófica. Vê-se aqui, uma vez mais, quão difícil é a Filosofia e seu estudo, e quão múltiplas as maneiras humanas de considerá-la. Argentino de nascimento, o autor resolveu lutar contra o que considera o espírito de rotina dos conhecimentos e sistemas e afirma haver encontrado uma ciência nova, uma original concepção, motivo de dissertações transcendentes, até então talvez inacessíveis. Fundou a Escola Logosófica, em Córdoba (Argentina), ensinou e pregou na cidade de Rosário, e ao final radicou-se em Buenos Aires, de onde irradia seus conhecimentos para os vários centros logosóficos do país vizinho. O que pretende, ao final, é um conhecimento realíssimo do homem em si, penetrando em profundidades arcaicas da vida humana e universal. Faz trinta anos que se dedica a esse tipo de sabedoria, acreditando poder transformar, através de seus métodos originais, a vida dos homens. Além de suas interessantes observações sobre a tragédia do mundo contemporâneo e a polidez de seu estilo, o ordenamento que usa parece-nos ainda em vias de cristalização. Os leitores dados à alta filosofia, se sentirão muito a vontade dentro de esses altiplanos transcendentes de uma ciência nova, que pretende descobrir através de outros métodos, não os comuns e conhecidos, uma resposta para aquelas angustiosas perguntas de sempre…

* os destaques são meus para serem comparados.
Agora vejamos o texto original (fotos da edição original – clique par aumentar):

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Houve quem disse neste blog que alterar o texto original de referências bibliográficas por considerar que favorecerá mehor os interesses da pesquisa ou apresentação fere um princípio ético no meio acadêmico. Se quisermos respeito no meio científico temos que ser respeitosos com outras ciências e a História está entre as mais importantes. Já é bem sabido que os fins não justificam os meios.

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Por este motivo vejo Raumsol como exemplo primeiro, ou seja, ele próprio evoluiu na busca por respostas aos dramas da espiritualidade humana, suas causas, seus reflexos na conduta do ser humano, no conceito de Deus, de conhecimento e domínio de si mesmo, tendo feito de sua vida uma vida consagrada a isto, não apenas na teoria mas fazendo-se exemplo ao mesmo tempo da veracidade destes conhecimentos, deixando ensinamentos e uma escola para realizar o mesmo, e por isto é precursor, precursor daquilo que ele mesmo ensina e coloca como ciência, ensinando seus discípulos a serem mais conscientes e também a desprenderem-se, como ele se desprendeu, da influência das crenças inúteis e de “esquisoterismos” que acabam incrustando-se nas mentes pela educação cultural que recebemos, educação esta que ele próprio não passou intocado, mas que veio a ensinar que é necessário desapegar-se dos pensamentos religiosos e esoterismos que nunca chegam a ser úteis ou aplicáveis sem antes trazer prejuízos na busca por formar um ser humano melhor, mais útil à sociedade e mais consciente de uma espiritualidade universal na verdadeira acepção do termo. Isto tira o “brilho” do que seja então o Mestre? Ao meu ver não, ele é o precursor, acumulou Sabedoria, ensinou, descobriu e mostrou com seu exemplo tudo o que devemos aprender e até mesmo o que devemos desaprender na busca pela Verdade. Isto só é inaceitável para quem quer um Mestre que não tenha sido um ser humano de fato, para quem quer uma teofania. Pitágoras foi um ser humano que se fez Mestre pelo esforço intelectual ao longo de sua trajetória de vida e fundou uma escola para evolução espiritualista além de filosófica, a Escola dos Pitagóricos, que evoluía conforme o Mestre, Platão foi um discípulo de Sócrates, que também se fez Mestre pelo esforço intelectual e fundou uma escola de seu tempo com os mesmos objetivos, a Academia de Platão, que também evoluía conforme o Mestre, então porque Raumsol não pode ser um ser o exemplo análogo da era atual?
Uma evidência disto são os trechos da revista “Aquarius” que mostro abaixo (clique para ver melhor), onde ao que tudo indica a Logosofia a princípio era religiosa, era filosofia e era ciência, tudo ao mesmo tempo.
Como disse, no meu entendimento o Mestre não nasceu Mestre, se fez Mestre, e no seu processo de despertar como Mestre sua escola começou esotérica porque não havia nenhuma “escola” de filosofia e espiritualidade na época que não fosse esotérica, e certamente na trajetória percorrida por ele mesmo ele passou por estas e seria natural que acabasse imerso neste mundo refletindo isto na escola que ele próprio ia criando, mas que no final acabou limpa de esoterismo, mais próximo da ciência de fato já que esta era a época da derrubada de paradigmas religiosos e de crenças, basta lembrarmos, por exemplo, que era a época de Bertrand Russel, Ludwig Wittgenstein e ainda ressoava muito recente as contribuições filosóficas espiritualistas de pensadores como Ernest Renan e Liev Tolstoi, entre outros, sem mencionar Albert Einstein que influenciou no debate “ciência X religião” criticando abertamente o deus judaico-cristão (alguém acredita que na Argentina estes não eram lidos?). Neste raciocínio desenvolvo aqui uma tese, a de que não é difícil imaginar que neste cenário histórico em meados do século XX chegou um momento em que Raumsol não podia mais deixar de lado a tomada de uma importante decisão, a de que se sua escola apesar de que não era apoiadora do cristianismo latu sensu (das Igrejas) já que o Jesus de que falava-se até então era mais a figura de um filósofo espiritualista místico ao invés do messias, tal como hoje fala-se na diferença entre Jesus histórico e Jesus mitológico e que era um tema contemporâneo da época, ainda assim apoiava-se mesmo que apenas superficialmente na imagem deste Jesus e tinha esta conotação “cristã” ainda que filosófica esotérica, no entanto já via-se no horizonte a derrocada do cristianismo, um horizonte que ainda não chegou mas é inevitável como foi com todas as mitologias, basta vermos que neste período a que me refiro houve o surgimento e até hoje a força e influência no meio acadêmico filosófico e científico das obras de Joseph Campbell (contemporâneo de Pecotche), Mircea Eliade (também contemporâneo de Pecotche), Karl Jaspers (também contemporâneo de Pecotche) e poucos anos depois culminando este cenário que vinha se desenvolvendo, ninguém menos que Carl Sagan (mais uma vez pergunto: alguém acredita que na Argentina ninguém lia estas obras destes autores da mais alta envergadura na época? ), então a questão seria de que se a Logosofia continuasse apoiada de certa forma no cristianismo, no momento que o cristianismo desmoronasse ela desmoronaria junto, fatalmente. Então melhor já antecipar-se a isto e romper este vínculo, que foi um momento “crucial” na Obra Logosófica, Raumsol teve que fazer um trabalho intenso para desapegar seus discípulos da necessidade desta crença em Jesus ainda que fosse um Jesus diferente das religiões (o Jesus esotérico, filósofo, místico, que aparece na fase antiga da Logosofia), nem este serviria mais pois já tínhamos autores como estes que citei colocando em xeque qualquer crença neste sentido, a Sabedoria (mesmo no sentido transcendente, com “S” maiúsculo) cada vez mais era defendida e comprovada pelos estudos comparativos das religiões, da antropologia como produto da evolução humana e não da revelação divina através de avatares, e o Jesus místico ainda era um avatar. Tanto foi que muitos discípulos abandonaram a Logosofia neste momento histórico, houve um discípulo de Raumsol no Brasil que divergindo com Raumsol neste aspecto saiu da Obra e criou uma nova escola neste sentido, mantendo as características “cristãs” da primeira fase da Logosofia. Desta forma a Logosofia dividiu sua história em duas fases.

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No entanto, minha crítica é justamente que após todo este trabalho, da forma que se vê, hoje se colocou o próprio Mestre Raumsol no posto de avatar, nos levando a vivermos os problemas que exponho aqui para serem pensados: criação de uma imagem teofânica à respeito da história do autor, ensinamento tratado como verdade revelada, evolução tratada como salvação, difusão feita como proselitismo, alienação a respeito dos conhecimentos “comuns” numa espécie de fobia ao que não é de origem logosófica (fanatismo), prejuízos de convívio social tal como fazem igualmente as crenças fundamentalistas, etc. Será que não estamos errando? Será que ao não mudarem-se estas posturas não estaremos fardados ao fracasso na expansão e influência na sociedade? Repito: minha crítica não é ao método, não é ao ensinamento, é à postura que se tem frente à estas questões. Não há nada errado? Então porque não temos resultados à altura do sucesso? Ou vamos nos esconder na desculpa de que são as pessoas que estão obcecadas pelo “mundo comum”… Não há suficiente número de pessoas inteligentes cansadas do simples materialismo existencialista e desprendidas o suficiente das crenças para verem na Logosofia algo bom e novo? Ou será que olham mas veem coisas que as afugentam?

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Mas ainda que o tipo de ciência que a Logosofia veio a ser no conceito acadêmico seja questionável, tanto que no dicionário o que se conseguiu foi defini-la como “doutrina ético-filosófica”, o que a meu ver já é um maravilhoso conceito, isto mostra que as características de religião ficaram no passado. Mas este passado nem por isto pode ser apagado, o que se ganharia com isto? Nada, na realidade só se perde com isto, porque ao apagar a história evolutiva da Logosofia criamos a imagem de verdade revelada e de teofania, recriamos os primórdios de uma espécie de filosofia religiosa, pois se não tem história (além de pedaços manipulados), se não tem processo de crescimento e de amadurecimento, se não é produto de uma mente altamente capaz que a concebeu e aprimorou no sentido de uma espécie de filosofia espiritualista, então conclui-se que foi simplesmente revelada na mente de seu criador e este fica parecendo como o Mestre que “desceu” para nos libertar. Aí volta-se a caracterizar como uma religião e o passo que Raumsol deu para frente em sua escola corre o risco de nas mãos dos discípulos ser dado para trás. Ou então temos que simplesmente acreditar como alguns dizem, que esta fase foi proposital, foi a forma de atrair o interesse das pessoas em estudar Logosofia utilizando o esoterismo e religiosidade como uma fantasia luxuosa para atrair olhares e aos poucos ir substituindo esta fantasia pela realidade? Seria necessário este artifício simplesmente para atrair interesse das pessoas como se não houvesse então na sociedade da época seres já capazes de cultivar um conhecimento tal qual o que a Logosofia apresenta hoje desprendido de religião? Ou não haviam pessoas com o mínimo de senso crítico e capacidade cética com relação às religiões na Argentina desta época ou este argumento não tem fundamento, além de recair na teofania.

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Outra questão bastante evidente que reforça toda esta tese, é que a chamada “fase antiga”, que seria algo como provisória de acordo com as justificativas dadas atualmente como expliquei acima, durou de 1930 até 1950, sendo o livro Intermédio Logosófico a divisa destas duas fases, do que viria a ser à partir dali a nova bibliografia e nova fase. Vejamos, então a fase antiga que seria “provisória” foi durante 20 anos lecionada pelo Mestre sendo a nova fase marcada por 13 anos de docência do Mestre. O “provisório” se assim tivesse sido planejado estrategicamente não deveria ter sido o período mais curto? Provisório ou emergencial tem que ser o mais rápido possível, 20 anos não me parece ser plano de algo passageiro, o que reforça este entendimento que expus nos parágrafos acima.
Voltando à questão de ocultar o passado e negar uma visão historicista sobre a própria Obra logosófica, com isto caímos no conceito de pseudo-ciência e de religião “new age”, pois um autor visto assim, que do nada aparece e começa a ensinar, é como o Logos (Verbo) encarnado e a Logosofia passaria então a ser a sabedoria (Sofia) do Verbo (Logos) num sentido plenamente religioso. O próprio sentido da palavra Logosofia nos primórdios da Escola Esotérica de Raumsol tinha de fato um pouco desta conotação, Raumsol era literalmente venerado pelos seus discípulos e tido claramente como manifestação do Saber Supremo (esta é a condição que parece ainda imperar) ao invés de simplesmente ser respeitado como um Mestre que atingiu esta condição porque fez de sua vida um esforço neste sentido. A única saída é não termos vergonha do passado tentando ocultá-lo na história atual, pelo contrário, termos a honra de termos uma ciência espiritualista fruto de um Mestre que fez de sua vida a descoberta e fez de si mesmo exemplo de tudo que ensina para quem busca a Verdade sobre as questões do conhecimento de si mesmo e da espiritualidade humana, ele passou através e superou a etapa que muitos até hoje ainda estão presos (religião, crença, esoterismo), acumulou o essencial de toda a Sabedoria que acumulou ao longo de sua existência que pode ter sido sim muito mais que uma única vida, e ensinou a todos que estando muito abaixo do degrau alcançado por ele na escada evolutiva da mente e do espírito a fazerem o mesmo, e a ganharem tempo, porque ele nos traz diretamente ao produto final desta odisseia evolutiva realizada por ele e sintetizada na sua ciência, seu método, que é a Logosofia por ele deixada, mas é uma Obra que foi construída por um homem que tem uma história, que não foi um avatar porque ele mesmo viria a ensinar que avatares são imposturas. Quem fica conhecendo Logosofia desta forma? Ninguém! Esta transparência não seria melhor pra quem busca algo diferente das religiões? Quem busca uma Escola e um Mestre que passou e venceu as etapas que cada um de nós está querendo ultrapassar e vencer também tem aí um grande exemplo, e ironicamente ao contrário disto quem foge de “guias divinos” e de fanatismo tem se mantido distante da Logosofia.
Raumsol nos 13 anos finais que citei fez o trabalho de combater então os resquícios de crença e impostura, superar esta questão no seu método logosófico e caminhar no passo da ciência, fez o trabalho de ensinar a combater a impostura inculcada pela cultura na mente dos seus discípulos, foi bem sucedido nisto, os que não suportaram é que se foram. Mas ele faleceu inesperadamente em 1963, será que não ficou nada a ser acabado pelos discípulos? Será que o passo seguinte não seria e ainda é justamente desprender-se não agora da impostura inculcada que vem de fora da Logosofia, esta Raumsol teve tempo de fazer, mas a que nasce na mente dos discípulos como um reflexo saudosista do que foi deixado para trás e se reflete na forma como fazem Logosofia: teofania do autor, salvação e evolução confundindo-se, difusão tratada como proselitismo, etc.
Além do mais, a História sendo verdade não pode nem deve ser ocultada sob o risco de parecer, já que não se quer ser, um tipo de impostura. No que me baseio para dizer isto? No próprio ensinamento do Mestre Raumsol:

“A evolução consciente permite ao homem defender-se do engano onde quer que o espreite, porque este baseia sua defesa no conhecimento das causas que o engendram Assim, por exemplo, sabe que é impostura o que não concorda com a realidade e o que ilude a verificação individual, à qual todo o ser tem direito. As ver­dades, quando o são, não se ocultam nem se impõem. Des­cobrem-se à luz da razão a fim de que o homem delas tome consciência e as use para emancipar-se da ignorân­cia”. CIL parágrafo 115.

Por isto acredito que a Logosofia assim como Raumsol não passaram isentos à Lei de Evolução, que é inexorável, o contrário disto faria da Logosofia uma “Verdade Revelada”, faria de Raumsol um avatar e isto no fim torna Logosofia mais parecido com uma religião do que com uma ciência de fato.

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O conceito filosófico, acadêmico, de “verdade revelada” está no fundamento de qualquer crença nascida das palavras ditas ou escritas por algum profeta ou ser que tornou-se mito depois de ter passado por uma revelação e iniciado sua missão de transmitir então a verdade que lhe foi revelada, estrutura esta que é comum a quase todas as religiões. Uma verdade revelada possui por princípio ter sido revelada por “iluminação divina” na mente de quem a transmitiu, ou seja, não houve esforço científico em descobri-la, o que difere de uma verdade científica, que foi fruto de esforço mental, uso da razão, da lógica, para então revelar o resultado. Exemplos de pessoas que ofereceram verdades reveladas são Jesus, Maomé, Moisés, Zaratustra, Buda, etc. Muitos estudantes encaram o ensinamento logosófico e o Maestro de uma maneira muito próxima ao contexto de verdade revelada (tirando o fato de que Raumsol não possui poderes sobre-humanos como a crença nos citados acima) e isto é facilitado pela forma como se apresenta Logosofia aos mais novos, ocultando o amadurecimento, o crescimento e a limpeza que a Logosofia sofreu com intervenções de seu próprio autor ao longo da história da mesma, ou resumindo a biografia de Pecotche com um salto cronológico da adolescência aos 30 anos de idade dando a impressão que ele nasceu com a Logosofia pronta em sua mente para revela-la à humanidade (o mesmo que se fez com o mito de Jesus com um vazio histórico da infância aos 30 anos), reforçando-se a propensão a crer dos incipientes estudantes (ainda que não se faça com má intenção) com ensinamentos como os que o Maestro fala de sua “visão” estando no alto das cordilheiras, aonde ele tece metáforas, figuras de linguagens, que expressam seu sentir e possivelmente o resultado de reflexões e estudos que ele realizou e aglutinou em sua mente, mas que logo vira epifania na mente dos discípulos, basta vermos como analogamente a valorização deste relato parece com a história de Moisés que subiu ao monte Sinai e de lá desceu com a verdade revelada (os mandamentos no caso), e de como em muitas epifanias o personagem sempre isola-se no alto de uma montanha, num deserto, numa caverna, comuns ao simbolismo arcaico religioso destas formações da natureza. Depois volta-se para ensinamentos como os do Intermédio Logosófico mostrando um Maestro que “voou nas asas de um pensamento” e que ao final foi-lhe ordenado ensinar com tudo o que viu. Tenho certeza que para estudantes esclarecidos isto são metáforas, pura poesia para expressar o sentir e a vontade de quem acumulou muita sabedoria e dispôs-se à ensinar, mas não é assim que tem-se formado a visão do Maestro dentro da instituição Logosófica, e isto afasta os de razão mais crítica que sentem-se desconfortáveis dentro de uma escola que propõe um caminho distinto das religiões mas que começa a parecer-se com uma nova religião tendo seu próprio “patriarca” e sua própria verdade revelada, agora imaginemos frente a alguém que está apenas começando a aproximar-se da Obra. E este para mim é claramente o primeiro grande motivo do pífio crescimento da Obra Logosófica, existem muitas pessoas que já se desprenderam das religiões, mas que continuam acreditando em Deus, que estão em busca de uma experiência diferente para sua espiritualidade, mas ao verem a Logosofia apresentada com estes contornos não se interessam, e muitas caem no ateísmo quando a Logosofia poderia ser o “novo” e “diferente” que elas buscam, e a culpa é apenas delas mesmas?

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A visão que se passa e que se assume de Raumsol como uma teofania (manifestação divina) traz consequentemente a visão de seu ensinamento como verdade revelada (epifania, religião), e nisto não tenho dúvidas que está uma das causas de muitos afastamentos por parte dos que não querem uma nova religião e desinteresse pré-maturo por parte dos que estão buscando algo que não seja uma religião mas que lhes auxiliem em sua evolução espiritual. Assim sendo a Logosofia seria de fato o que o seu nome herdado da época esotérica expressa: Logos=Verbo (manifestação divina, expressão de origem grega e encontrada na Bíblia inclusive) e Sofia=Sabedoria, então a Logosofia seria a sabedoria revelada pela manifestação divina (e não restaria outra fórmula se não: Raumsol=teofania). Tem-se aqui um sério problema científico/filosófico a ser enfrentado e que se está virando as costas e fazendo-se de conta que não existe, mas é só ver a desconfiança das pessoas que realmente buscam ciência e conhecimentos filosófico-espiritualistas para guiar suas vidas ao invés de religião (deístas, por exemplo), logo veem na Logosofia algo mal explicado, algo estranho, aonde seus estudantes parecem tratar Raumsol como a “boca” pela qual Deus falou (epifania) e seus ensinamentos com únicos conhecimentos úteis e necessários para a expansão da consciência e libertação do espírito humano dos barrotes da ignorância e fanatismo, o que soa como fanatismo ao deixar parecer que tudo que não seja logosófico seria conhecimento ultrapassado ou assunto de bibliotecas empoeiradas e inúteis para a construção de uma consciência mais ampla (me refiro a conhecimentos científicos e filosóficos, não a “esquisotéricos”) e isto tem desanimado e desinteressado muita gente inteligente que não quer ser assim ao ver os estudantes de Logosofia mostrando serem assim, basta vermos os constantes afastamentos e a dificuldade de despertar interesse em muitas pessoas que visivelmente seriam bons logósofos. Esta é a dita forma de tratar o ensinamento como verdade revelada, aonde não há nada a aprender que não esteja ali, basta lembrar dos crentes que dizem “tudo está na Bíblia”, quando alguém mostra algum conhecimento importante para a vida logo surge um dizendo “a Bíblia já ensina isto”, e muitos estudantes de Logosofia simplesmente se comportam desta forma e de que forma irão querer não fazer parecer que a Logosofia é uma crença? Isto resulta depois nas reuniões informativas vazias, e as pessoas inquietas nas livrarias procurando novos livros de autores antigos. Nada disto vem sendo tratado como assunto sério a ser estudado e repensado dento da instituição.

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Por motivos como estes é que ao simplesmente afirmar que “o saber logosófico não tem pontos de referência com nenhum ramo do saber comum”, escrito pelo próprio autor no livro Curso de Iniciação Logosófica, temos hoje um grande problema. Este problema é um dos resultantes da postura de adotar tudo o que Raumsol escreveu como “verdade revelada” e ele próprio como uma teofania, é uma das afirmações logosóficas que mais causam as chamadas “reações” e consequentemente afastamentos ainda muito precoces de interessados que veem estudantes defendendo esta afirmação como inquestionável e quase como uma condição de aceitação “sine qua non” para poder ingressar na instituição. Se explicássemos que o melhor sentido de interpretação seria o de que o método logosófico não se assemelha a nenhum outro método que possa preconizar objetivos semelhantes, isto seria fácil de comprovar, afinal, o que é o “saber logosófico“? Se interpretarmos que é o que ali se ensina, temos o problema que descrevo à seguir, mas se o saber logosófico for “saber ensinar o caminho para realizar” os objetivos apontados, aí temos outro sentido, este sim fácil de demonstrar ainda que os ensinamentos logosóficos possam encontrar semelhança com “saberes” de outras fontes mesmo mais antigas que a Logosofia. Mas como cada frase de Raumsol é tomada como perfeita, onde seria quase uma heresia reconhecer uma possível dubiedade, não pelo pensamento do autor, mas pala forma como acabou ali escrita, que necessite ser explicada para não gerar estes possíveis problemas (que não são apenas possíveis, este em especial gera muitos problemas) isto é praticamente inaceitável. Será que se Raumsol soubesse a grande dificuldade de aceitação que sua ciência sofreria por conta desta frase ele não teria escrito de outra forma? Isto permitiria uma nota de rodapé para amenizar este problema, explicando afinal o que é o “saber logosófico“? Só pensar isto já é quase uma heresia para muitos discípulos de Raumsol, já que ele teria sido 100% consciente e irreparável, mas fatalmente não se pode querer convencer alguém a aceitar o entendimento de que não se pode encontrar nenhuma semelhança do saber logosófico com qualquer outro ramo de saber não logosófico sem com isto parecer um crente à partir do momento que qualquer um com um pouco de estudo de religiões, filosofia e história chegará às seguintes comparações com base em conceitos presentes no saber logosófico que são frequentemente manifestados através de seus estudantes:
* Conhecer a si mesmo: busca filosófica desde Sócrates até a Jung.
* Passo inicial do conhecimento de si mesmo como sendo observar os movimentos da própria mente, a natureza e tipo de pensamentos que passam por ela: base da Yoga, Budismo, psicologia, etc.
* Observar e controlar nossos pensamentos, pois são eles que geram nossos atos: fundamento do budismo tibetano, visível em ensinamentos budistas como“pensamentos ruins geram atitudes ruins”, “somos o que pensamos”, etc.
* Existência de um Deus Criador do Universo: herança das tradições monoteístas, ainda que nestas trata-se de um Deus antropomórfico e temperamental, que age pessoalmente na sua criação.
* Deus único, porém não antropomórfico, visto como uma consciência cósmica da qual o espírito humano é uma centelha: conceito encontrado na gnose, no esoterismo, inspirado nas tradições orientais em contato com o monoteísmo.
* Ciclo de vidas a ser cumprido por esta centelha, o espírito, ao longo de uma jornada de existência: conceito muito comum nas milenares religiões  e filosofias orientais, algumas mais elaboradas e restritas à espécie humana e outras mais “rudimentares” como a metempsicose.
* Aceitação da existência de Deus, de Leis Eternas que conduzem o Universo, porémnão aceitação das religiões como intermediárias entre o homem e Deus, consequente não necessidade das religiões e negação de dogmas como pecado ou redenção, filosofia e ciência como melhor caminho para compreender o que é Deus(o chamado “Deus dos filósofos” em oposição ao “Deus da fé”): ideia central do Deísmo do século XVIII.
* Ideia de que ao longo desta jornada de existência cumprida pela centelha divina temos que evoluir espiritualmente, expandir nossa consciência sobre o microcosmo e macrocosmo: tema do budismo e tradições orientais, do espiritismo, ocultismo, gnose, cabala, e presente em muitas filosofias espiritualistas.
* Ideia de que o que fazemos de ruim ou de bom tem influência não apenas na vida atual, mas também na jornada existencial: conceito presente nas tradições orientais, o chamado Kharma, com algumas diferenças do Kharma do espiritismo cristão.
* A necessidade de aperfeiçoamento do homem como sendo consequência de seu livre-arbítrio, que igualmente o permitiu não ser perfeito: conceito judaico-cristão, sendo o livre-arbítrio em especial uma ideia herdada desta cultura.
* Imagem de que o homem e seu espírito são como pedra bruta que necessita ser lapidada (homem esculpindo-se) para tornar-se perfeita: imagem retirada da Maçonaria, onde em sua filosofia os defeitos e as imperfeições humanas são as arestas da pedra à serem desbastadas,a  pedra bruta é o próprio homem.
* Religião tomada como Impostura, instituições que fanatizam o homem e atrapalham na evolução da mente humana, geradoras de dogmas que criam obstáculos ao livre pensamento e à ciência: tema central do Iluminismo.
* Negação de verdades reveladas, superstições e qualquer pretensa verdade que não passe pelo crivo da razão: tema central do Iluminismo.
* “Não acredite no que digo, experimente por si mesmo”, frase de Buda a qual Raumsol disse de forma semelhante e que muitos estudantes tomam como característica crucial da credibilidade que diferencia a Logosofia das religiões. Para muitos budistas o budismo também não é uma religião, seria uma filosofia.
Contudo, já escrevi mas vou repetir: não estou desmerecendo os ensinamentos de Raumsol, seu método é seu grande tesouro legado à humanidade, sua bibliografia condensa uma plenitude de conhecimentos fundamentais para a evolução do espírito humano e para uma maior consciência da Vida, sua consciência espiritualista está muito acima das nossas, mas isto não justifica toda esta postura de “verdade revelada” e visão teofânica com relação ao autor e sua Obra.
Por isto eu disse, minha crítica tenta desmanchar esta forma de ver a Obra e seu criador, para muitos estudantes isto é bobagem, porém nem mesmo como bobagens estes assuntos são tratados dentro da instituição, eles simplesmente são ignorados, pois bobagens geram ao menos debates ou conversas a respeito, e neste caso só há silêncio… Penso que é errado esconder e dificultar que outros passem pelo processo de “desencanto” do mito, no sentido da tendência herdada de culturas anteriores e enraizadas em nossa psicologia em mitificar Mestres e ensinamentos transcendentes, e este processo pode ser crucial para um novo impulso e crescimento da Obra de acordo com o que escrevi acima.
Apesar de não sabermos a razão e o ponto exato de mutação, percebo que González Pecotche evoluiu sua consciência e retirou o gnosticismo e hermetismo de sua Obra, em determinado momento decidiu fazer ciência com a essência, pois só assim seu método seria universal na verdadeira acepção do termo, rompendo as barreiras religiosas, gnósticas, e os prejuízos das crenças. Isto parece o natural de ter acontecido, mas vê-lo desta forma não o faz parecer como um verdadeiro precursor imaculado, algo parecido com a velha imagem gravada em nossas mentes que induz à ânsia por um messias, alguém que “enviado de Deus”, neste caso para instituir o processo de evolução consciente à humanidade e salvá-la da Grande Impostura, como devem querer os novos pensamentos fariseus instalados na mente de muitos dirigentes (novamente, muitos não é sinônimo de todos) desta instituição Logosófica para terem algo parecido com uma nova religião do século XXI. Refiro-me aqui aos fanáticos, ou acredita-se que não exista fanáticos se existem em qualquer lugar seja política, religião ou até futebol?
Não estou aqui dizendo que exista nesta instituição Logosófica explicitamente o pensamento de proibição à leitura de filósofos ou outras literaturas, ou que não haja quem assim o faça, lembrando que “grande maioria” não é sinônimo de “todos”.Mas confirmei em meus anos de estudante filiado e dedicado às atividades que a grande maioria esmagadora dos estudantes não investigam por exemplo sobre a história comparativa das religiões, não sabe praticamente nada sobre o iluminismo e os filósofos desta época, desconhecem completamente obras importantíssimas de autores como Mircea Eliade, Joseph Campbell, René Guenón, possuem ideias quase infantis sobre como surgiram as religiões, sobre como evoluiu a organização política e os sistemas econômicos e sociais da humanidade até os dias atuais e de que forma isto se reflete na cultura atual, a “Velha Cultura” como descreve o autor propondo a aplicação da Logosofia no trabalho de construir uma nova e melhor cultura para a humanidade. Tratando de história, agora sobre a história e sobre o autor desta Obra, atualmente esta instituição Logosófica, e acredito queas demais também, deixa uma lacuna muito grande na biografia do mesmo, especificamente no intervalo que vai desde sua adolescência até os seus 30 anos de idade (parecendo com o ocorrido no mito de Jesus), restringindo-se a citar que se casou, teve filho e com um salto cronológico para 1929 é lembrado que nesta data começou a Obra Logosófica (nos moldes bem diferentes da forma atual). É polêmico falar ou querer saber dentro das atividades da instituição sobre fatos legítimos de sua vida, que podem sim interessar saber, tal como sobre o envolvimento de González Pecotche com a RosaCruz, sobre possíveis influências que pode ter recebido de uma família com tradição maçônica (a relação de Pecotche com seu pai inexiste na história do autor e de sua obra, no entanto o mesmo era Grande Comendador da Maçonaria na Argentina), sobre assuntos nebulosos como se Pecotche casou-se na Igreja ou não, se batizou o próprio filho ou não, já que estes são temas contidos no questionamento que a Logosofia joga sobre a ineficácia e falta de lógica das tradições religiosas, o que evidenciaria que ele próprio experimentou o câmbio de consciência e mudança de postura que está a ensinar aos seus discípulos, e isto não macularia sua imagem, ao contrário, mostraria que ele viveu o que está em seus ensinamentos, de desprender-se do avassalamento espiritual imposto pelas religiões.

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Apenas a título de outra curiosidade a qual é tabu tentar levantar questão, é sobre o aparecimento inédito da palavra Logosofia em si, já que quase um século antes de González Pecotche utilizar a palavra Logosofia, houve na França uma revista intitulada “l’Aurore Du Jour Nouveau” amplamente disseminada no meio gnóstico-cristão e que era dirigida por uma discípula de Blavatsky chamada Marie Caithness (Duquesa de Pomar) que propunha-se ensinar Logosofia, exatamente, que assim era definida pela discípula de Blavatsky: “A Logosofia é a ciência do Logos ou Cristo, tal como nos foi transmitida nas doutrinas esotéricas dos sábios da Índia e dos filósofos gregos e alexandrinos…”. Isto pode ser confirmado no capítulo XIX do livro “o Teosofismo”, de René Guenón, filósofo e pesquisador Francês.

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Independente desta questão da Logosofia de Marie Caithness, nos é explicado que que Pecotche necessitava tratar de Logosofia de forma gnóstica para atrair o interesse das pessoas. Mas por quê? Voltaire por exemplo atraiu o interesse de muitas pessoas justamente apontando desde o início as incongruências e absurdos das religiões, acusando a intolerância religiosa e o avassalamento espiritual da condição humana, isto já no século XVIII e seus livros até hoje são lidos, assim como são as obras de muitos deístas (conceito que merece ser revisitado) e estão nas bibliotecas de todas as universidades influenciando pessoas e novos pensadores. Da mesma forma temos Spinoza, Kant e muitos outros, nenhum destes necessitou falar em linguagem iniciática para falar grandes verdades, foram puramente científicos e filosóficos desde o princípio, enfrentando até mesmo o clero religioso, foram deístas e não tiveram que passar por uma fase de adotar a crença em Jesus para dar credibilidade aos seus ensinamentos.

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Como perguntei e repito: seria necessário este artifício simplesmente para atrair interesse das pessoas como se não houvesse na sociedade da época seres já capazes de cultivar um conhecimento tal qual o que a Logosofia apresenta hoje desprendido de religião? Seria necessário ter havido até mesmo uma cruz raumsólica mesmo sendo a Logosofia um caminho de evolução espiritual completamente distinto das religiões, simplesmente como uma “etapa necessária” e planejada, um mero atrativo? Aceitar este argumento só faz sentido se quisermos realmente acreditar na ideia de que o autor e seu ensinamento não evoluiram, foram simplesmente estrategicamente camuflados para a época… A inquisição já havia acabado a muito tempo para isto ainda ser necessário, já havia pessoas capazes de entender e se interessar pela Logosofia tal como é apresentada hoje.
Devemos exercer o direito de perguntar o porque e não aceitar respostas fáceis e falaciosas, como esta ideia de que Raumsol necessitou fazer um esoterismo planejado para atrair discípulos tal como os espanhóis apresentavam espelhos e penduricalhos para atrair o interesse dos índios. Raumsol ensina coisas que outros pensadores não ensinam, obra de sua própria vida, de seu crescimento espiritual e filosófico (porque não filosófico?), tendo criado uma escola para prodigalizar o domínio de si mesmo, uma escola que foi evoluindo, para o cultivo das virtudes e de uma espiritualidade livre de imposições dogmáticas e religiosas. A confusão entre reconhecimento e veneração decorrente destas formas de entendimento tem causado muitas reações e dificuldade de aceitação da logosofia por parte de pessoas que poderiam ser ótimos logósofos, mas que não querem uma doutrina na qual veem a epifania, a veneração por parte de seus integrantes e o desprezo pelo conhecimento humano que não seja parte da “obra revelada” por alguém que parece um messias. A Logosofia não é isto, não penso isto de Raumsol, mas devemos refletir se não é isto que tem parecido ser pela forma como se vem fazendo e conceituando a obra e seu autor, a “ciência auxiliar das demais ciências” que não quer caminhar ao lado e trabalhar em conjunto com as demais, mas sim ser cabeça de todas as demais, isto é o que muitos discípulos tem feito parecer e não o que a bibliografia logosófica ensina. A consequência, mais uma vez, percebe-se no crescimento pífio da mesma.
Para ilustrar deixo o link (copie e cole no navegador) para o acervo do jornal “Correio da Manhã“, bastando buscar a edição 12092, página 28, em que temos um artigo publicado sobre Logosofia, no tempo em que a única instituição que ensinava Logosofia chamava-se Escola Esotérica de Raumsol:
http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=089842_04&pasta=ano%20193&pesq=raumsol

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Interessante observar que neste artigo se fala em “ritual”, em Cabala, significado hermético das letras e na leitura do livro “Mutus Liber” como livro de estudo usado pelos discípulos na época por recomendação do Mestre Raumsol, o que torna as reflexões que coloquei acima bastante válidas.
Como disse e repito, não estou desmerecendo os ensinamentos de Raumsol, reafirmo que para mim seu método é seu grande tesouro legado à humanidade, e tampouco quero gerar discussão destrutiva, pois as críticas que faço são por acreditar que melhorias podem ser feitas não no ensinamento logosófico, mas na atual postura desta instituição Logosófica que por vezes assusta o interessado e cansa boa parte dos filiados, na possibilidade de esta ser mais adaptada à realidade de nossa vida moderna que não é nem de longe mais a mesma de 50 anos atrás e também das necessidades culturais e críticas das mentes de hoje.

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Eu entendo que muitos estudantes podem simplesmente não ter interesse em ler outros pensadores ou estudar algo além porque preferem dedicar seu tempo somente ao estudo da bibliografia logosófica e ao seu processo individual, é um direito destes, mas isto mesmo é o que reforça a conclusão de que para estes que na maioria são os mesmos que estão a frente da docência logosófica, basta a leitura e experimentação apenas da bibliografia logosófica para que o ser realize em pleno vapor sua evolução espiritual e a expansão de sua consciência. Aí está nítido o pensamento de que nenhum outro conhecimento é necessário ou importante, já que não fariam falta alguma. Isto não parece quase uma impostura que os pensamentos na mente de muitos discípulos implantaram no método logosófico? O Maestro nos ensina a sermos gratos, mas por acaso não é ingratidão pensar que obras de pensadores as quais lhe custaram suas vidas pela audácia de ser contra as tiranias políticas ou espirituais sejam “desnecessárias”para aprendermos a pensar melhor?
Não falo aqui da necessidade de ilustração, haja vista que ser meramente ilustrado é diferente de alcançar a sabedoria para viver e para edificar a vida, sei perfeitamente qual é a diferença entre um sábio e um ilustrado, mas não podemos polarizar as coisas, ou se é um ou se é outro? Penso que o sábio sabe tudo o que o ilustrado sabe, mas consegue alinhar sua rica cultura e sua razão com suas palavras e suas ações, diferente do simples ilustrado. Por isto o ilustrado não atrai interesse dos que lhe rodeiam para quererem viver a vida como ele vive, o sábio faz os outros quererem ter a as virtudes que ele demonstra ter e atrai as pessoas do seu redor. O autor da Logosofia demonstrava ser um sábio neste sentido, ele atraia as pessoas, os discípulos devem aprender a ser sábios desta forma, mas a realidade desta instituição Logosófica hoje é de que a maioria das pessoas que chegam às suas portas assim o fazem através de artigos, por palestras. Porque será que na maioria das famílias aonde tem um estudante de Logosofia, é raro, apesar de haver casos não é o que se vê em maior proporção, aonde seus irmãos ou parentes próximos depois de algum tempo vieram a querer estudar também? Não estão vendo surgimento de sabedoria neste estudante de logosofia? Não querem para suas vidas o mesmo que ele está adquirindo? Será que isto não demonstra que a grande maioria do discipulado está se especializando também em ser apenas ilustrado em Logosofia?

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Esta instituição Logosófica a qual fiz parte, e suponho que as demais também, tem perdido oportunidade de muitos ingressos e também perdido muitos estudantes por despertar reações contrárias com a presença na mente de muitos que a representam e difundem com este entendimento de que fora do seu domínio não há nada para a evolução espiritual e da consciência. Faz parte de pesquisas recentes que o homem atual tem em um ano mais contato com informação e conteúdo intelectual do que o mesmo homem possivelmente teria em toda a sua vida 50 anos atrás, logo, o senso crítico atual não aceita que lhe diga que não haja conhecimento útil além do que lhe é apresentado, porque a produção, descoberta e proliferação de conhecimentos também tem aumentado exponencialmente, possivelmente hoje se tem acesso fácil à obra de autores consagrados de outros países que há 50 anos atrás o próprio González Pecotche desconhecia, talvez até anteriores à ele.

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Esta questão da interpretação de tudo o que Raumsol escreveu com um olhar de alguém que está diante de uma “verdade revelada” é sim preocupante. Eu por exemplo conheci estudantes que negavam a teoria evolucionista de Darwin simplesmente porque Raumsol não aceitava muito bem esta teoria… Isto chega muito próximo do exemplo clássico “magister dixti”. A época de Raumsol foi a época do choque causado na sociedade por esta teoria, imperava a visão renascentista de “homem” então não concebia-se muito bem a possibilidade de o homem ter algo divino em si (espírito) tendo evoluído dos símios. Raumsol se posicionou, buscou um meio-termo, uma evolução atômica paralela sem vinculação com símios, etc. A teoria de Darwin ainda é a mais científica de todas, não é uma teoria simplesmente escrita num momento de inspiração, possui cientificismo criterioso, antropológico, estudo de fósseis, evidências amplamente aceitas entre perspicazes cientistas, etc. Negá-la simplesmente por amparar-se no “magister dixti” numa espécie de crença não é muito científico.

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Para quem não sabe “Magister dixit”, que significa “o mestre disse”, é uma expressão latina utilizada para defender e acabar com uma refutação tomando por base que o mestre é inquestionável. Este termo nasceu e era utilizada no século XVII pelos professores que queriam impor silêncio aos alunos que queriam questionar as ideias de Aristóteles, tido como o mestre da astronomia. Foi assim por muito tempo, até que Galileu Galilei acabou com esta impostura e  hoje no contexto democrático o termo é uma ironia utilizada.Para quem se interessar, procure no acervo logosófico de sua sede o artigo “A Logosofia põe em evidência a incoerência e a falta de base da teoria de Darwin”, publicado no jornal El Heraldo Raumsólico do dia 15/03/1936.

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Este artigo existe ainda que muitos o desconheçam e que não tenha havido muito interesse em preservá-lo e replicá-lo entre os acervos das sedes.Talvez a teoria de Darwin necessite ser ampliada e melhorada? Talvez sim, mas é o melhor que temos até hoje, mas se González Pecotche foi em algum momento contrário o cerne desta teoria, basta para que os que querem sua epifania também sejam. Magister dixti . Não faço isto para atacar Raumsol, isto está bem claro acredito, somente para embasar minha crítica sobre o que quero pôr em análise, a respeito da teofania criada pelos discípulos.González Pecotche dizia que o ser-humano não teria evoluído dos símios, claramente. Utiliza uma teoria especulativa de átomos e espécies encadeadas pelo criador com o objetivo específico de dar origem ao ser-humano dotado de espírito. Não sou ateu, sou um deísta, mas qual o problema de o ser humano biologicamente ter evoluído dos símios? O espírito não poderia vir a se manifestar em algum momento num ser com antecedentes animais? Seria impuro? Seria vergonhoso?Outro exemplo é também a “carona” que muitos discípulos de Raumsol pegaram na obra de Alexandre Deulofeu, filósofo político espanhol que escreveu o livro chamado “A matemática da história”. Este livro trata de uma teoria especulativa sobre os ciclos das civilizações, aonde apontava a América do Sul e precisamente a Argentina como o berço da próxima civilização. Na época um dos secretários de Raumsol foi em busca deste autor e lhe falou de Logosofia, conseguindo autorização do mesmo para fazer um adendo na edição argentina do livro e difundí-lo no país. Ainda hoje há muitos estudantes que se valem do argumento do discípulo Gabancho e da obra de Deulofeu no sentido de afirmar que isto é uma evidência científica, recentemente este assunto foi tema do órgão difusor do conhecimento logosófico no Uruguai, a revista Tribuna Logosófica. Para muitos, inclusive em minha opinião, isto só tem reforçado a apresentação de Logosofia como dogma, como Verdade Revelada predestinada, e a associação forçada com a obra de Deulofeu mais parece algo como buscar o João Batista que prenunciava a vinda do messias. Volto a dizer que não estou atacando ou criticando a Logosofia, mas sim contra o germe de muitos fanatismos que tem nascido nesta instituição Logosófica a qual pertenci, justamente aonde a proposta é aprender a pensar, é fazer ciência.Algo que percebo na teoria de Alexandre Deulofeu é que ele associa sua matemática e o ciclo das civilizações com as influências astrais. Na teoria de Deulofeu o nascimento, apogeu e morte da hegemonia de determinadas civilizações (o que em meu ver não está claramente relacionado com a proposta de uma nova cultura, mas sim com a hegemonia e influência de uma nação e sua cultura sobre as demais) marcha no globo terrestre no sentido leste para oeste (sentido do ciclo “nascimento e morte” do sol – o mito solar) e também de norte para sul ( no hemisfério norte o sol faz seu “giro” inclinado para o sul). Já na época de Deulofeu os EUA eram a civilização hegemônica, e lembremos que a teoria dele anunciou o nascimento de outra hegemonia justo na década da pior crise americana da história, a conhecida crise de 1929, esperava-se que os EUA decaísse, o que de fato nem aconteceu. De acordo com a teoria de Deulofeu, a nova civilização hegemônica então deveria nascer  ainda no leste mas desta vez ao sul, seria então a vez da América do Sul, e não seria difícil na época voltar os olhos para a Argentina, que era o país mais promissor na América latina, hoje muito provável se apontaria o Brasil, ou se faria os cálculos de modo que o resultado confirmasse este… Sendo na Argentina, havia o surgimento da Logosofia, mas se fosse apontado o Brasil, hoje por exemplo, haveria a Conscienciologia ou outros movimentos espiritualistas nascentes que se canditariam ao posto de porta-bandeira de uma nova civilização e de uma nova cultura. Entendo que isto ocorre pelo motivo de querer demonstrar uma tese partindo da premissa de que ela já é válida, assim partindo-se do pressuposto que a teoria de Deulofeu já seria válida, coube a um logósofo demonstrá-la a seu favor, em discussão filosófica chama-se a isto uma falácia “petitio principii”, considerando-se uma premissa inquestionável, acaba-se assim manipulando a conclusão. Neste caso específico não digo que foi a intenção dos discípulos manipularem a teoria a seu favor, mas foi o resultado de um desejo cego de comprovar uma espécie de predestinação que mais parece ser ainda resquícios de um desejo messiânico nas mentes, levando a não questionar a lógica científica da teoria antes de utilizá-la. Então assim uma nova e melhor cultura não dependeria apenas de sua qualidade, mas de sua localização geográfica no globo terrestre?Entendo que aceitar uma teoria ou uma premissa como verdadeira de princípio é, isto sim, querer apenas crer que ela é verdade, o que caracteriza crença, sem antes pôr o pensamento científico em ação, e muitos estudantes de Logosofia tem feito isto até mesmo com o ensinamento logosófico, surgindo espécies de dogmatismos (entendimentos “sacralizados” dentro da Instituição), criando uma epifania do autor e a uma forma de apresentar os ensinamentos do mesmo como um tipo de Verdade Revelada, tratando a bibliografia como fonte única da verdade e o autor como superior a qualquer outro em qualquer assunto relacionado a psicologia humana ou temas transcendentes, mesmo em temas difíceis que envolvam aprofundamento em conhecimento da história ou mais próximos da filosofia.

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Como eu disse em minha crítica, parece que muitos discípulos aferram-se a defesa de tudo o que Raumsol até mesmo opinava, como se isto fosse diminuir o valor do objetivo principal da Logosofia ao dar razão a outros cientistas e pensadores. Raumsol não era biólogo, não era antropólogo, mas ainda assim já temos muitos logósofos convictos mesmo em textos de Raumsol sobre pontos como este, da evolução da espécie humana, afirmando que “um dia a humanidade dará razão a Raumsol”, como se toda pesquisa e ciência fora da Logosofia somente servisse de hoje em diante para vir a dar razão à Raumsol, isto é crença, verdade revelada e epifania, e muito perigoso, pois se surge algo que corrobora um erro em algum texto de Raumsol, isto causaria um abalo que muitos discípulos não iriam suportar, por isto a Logosofia tem que aceitar as demais ciências como auxiliares suas também, mantendo-se focada em seus objetivos essenciais, a vida interna do homem. González Pecotche viveu numa época aonde o recursos científicos eram uma piada comparados aos de hoje, e mesmo assim a teoria de Darwin continua sendo a melhor que temos. Aferrar-se a tudo o que Pecotche escreveu agindo desta forma é um exemplo de porque para muitos a Logosofia parece uma lavagem cerebral tal como a Cientologia e afins. Continuo fiel à minha crítica que não é destrutiva, Raumsol tem ensinamentos e um método original para seu fim, que entendo ser o conhecimento e domínio de si mesmo, cultivo das virtudes e de uma espiritualidade sem moldes religiosos, construindo uma humanidade melhor e mais feliz, mas não endeusemos Raumsol a ponto de desmerecer e rejeitar todo e qualquer cientista ou filosofia só porque Raumsol disse algo diferente num ramo que não era sua especialidade. Não voltemos ao erro do “Magister dixiti”.

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Na questão que acabei de citar, a respeito do desenvolvimento de uma espiritualidade sem moldes religiosos, é fato que o caminho da Logosofia é neste sentido um caminho distinto do caminho das religiões, é um caminho que convém talvez mais para pessoas com inclinação deístas e talvez menos para teístas (estes conceitos merecem ser bem compreendidos), mas isto em si não deve ser um problema, não deveria ao menos, pois em uma democracia há espaço para todos e o importante é haver respeito, tolerância e boa convivência entre estes distintos caminhos, as pessoas escolherão entre um ou outro pelo que verem e quiserem para suas vidas, e não por imposição ou temor. O problema surge quando isto se torna discussão, e muitas já são as pessoas que não querem nem ouvir mais falar de Logosofia por conhecerem estudantes de anos de estudos que atuam com desdém, chacota, arrogância ou ar de superioridade a respeito deste tema. Não poderia ser assim, não poderia…Mas vejamos as manifestações que surgirão aqui no blog.

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Em minha opinião pessoal a Logosofia viria a ser uma escola deísta. Existe um trecho de uma classe de Raumsol aonde ele diz alegoricamente que contemplando a montanha da Sabedoria ele observou que alguns chegaram a começar a subir sua encosta abrindo um caminho mas que este acabou lamentavelmente abandonado… Este caminho poderia ter sido o deísmo, que nasceu no chamado “século das luzes”, foi revolucionário e libertário, mas logo foi sufocado pelo forte apelo religioso das massas e pela força das religiões que ainda regiam os rumos da sociedade de braços dados com o Estado. O deísmo, se renascido hoje, encontraria um campo muito mais fecundo, mas aonde estão os valentes livre-pensadores? Muitos infelizmente migraram para o ateísmo pós-nietzchiniano, mas mesmo assim fazem um belo trabalho para desmascarar a crença das massas e a postura falsa de nossos “pseudo Estados laicos”.Muitos estudantes de Logosofia e interessados que se aproximam e ingressam são ainda teístas, podem não crer num Deus antropomórfico no sentido de não imaginá-lo como o velhinho de barbas brancas entronado no céu, mas o compreender como algo com características humanas, algo que vê, que escuta, que intervém com suas estratégias… Isto ainda é antropomorfismo ainda que se diga o contrário, pois estas são características humanas. É urgente e necessário um amadurecimento mais acelerado da visão geral dos estudantes a respeito de questões como esta, pois a instituição Logosófica não passa isenta às Leis Universais, vemos diariamente pessoas muito inteligentes e de certa forma deístas não se interessarem ao mínimo por Logosofia por verem na mesma indícios aparentes de um fanatismo latente, ares de teísmo, epifania e verdade revelada, quem quer uma espiritualidade mais racional e filosófica se assusta com estas discrepâncias entre o fim proposto e os meios adotados.Existem de fato ensinamentos aonde o autor se refere a Deus utilizando-se de figuras de linguagem teístas, como “Deus vê” ou “Deus auxilia”, mas estes não podem ser tomados isoladamente, mas sim dentro do contexto logosófico de Deus (que não é o Deus judaico-cristão ou religioso), de Leis Universais e linguagem do Criador.
Para ilustrar a realidade dos fatos, principalmente a respeito da dificuldade que se encontra da aceitação da Logosofia como ciência, já é muito fácil encontrar diversas contestações a este respeito pela internet, onde numa aparente disputa de rótulo “ciência ou religião” dentro do conceito do que é ciência em nossa sociedade fica mais fácil defini-la como religião. Segue abaixo um exemplo disto antes de continuarmos, apenas um trecho de uma crítica recente feita em um site de notícias:

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http://www.ricardoorlandini.net/colunistas/ver/47/37964/logosofia_a_mais_nova_crendice_religiosa/
Carlos Mello
29.08.2012

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Logosofia. A mais nova crendice religiosa“Este movimento segue a tendência atual para se legitimar e se auto-intitulando como uma ciência, no seu site eles se conceituam como:
Uma ciência nova, que revela conhecimentos de natureza transcendente e concede ao espírito humano a prerrogativa de reinar na vida do ser que anima. Conduz o homem ao conhecimento de si mesmo, de Deus, do Universo e de suas leis eternas.
Neste conceito as palavras transcendente, espírito e Deus já deixam claro que não tem absolutamente NADA A VER COM CIÊNCIA. Trata-se de mais uma seita com definições nada fáceis de entender, pois suas explicações são esotéricas, e para compreender suas características tem que ler praticamente todos seus conceitos. Não respondem nada diretamente ou de modo compreensível. Nisto são muito parecidos com os demais livros sagrados, tudo tem que ser interpretado ou se tem que entrar em contato com alguém para “explicar melhor”
Esta nova religião, devido ser adaptada aos novos tempos, tem algumas características interessantes. Não precisou ser tão camaleoa como as mais antigas que não conseguem se disfarçar de serem contos de fadas para adultos.
Esta nova doutrina praticamente vai contra as crendices cristãs com exceção da existência de Deus.
Não contraria o evolucionismo, coloca o homem como em constante evolução até tornar-se imortal.
Ela não é dogmática, não se originou de algum grupo religioso.
A palavra Jesus e Espírito Santo sequer são citadas em seus conceitos.
Também não tem orações, ritos ou santos.
Considera que a humanidade está mergulhada num caos moral e espiritual, e logicamente, ela veio para salvar disto, como todas as seitas, considera-se o único caminho de redenção da raça humana, já que as outras religiões impedem a evolução do homem.
Uma característica bem diferenciada da maioria das religiões é que não se utiliza de ameaças e temores como a católica que depende da ameaça do inferno. Ela busca Deus através do conhecimento. Defende que a palavra “crer” deve ser substituída pela “saber”, porque é sabendo e não crendo que se conscientiza da presença de Deus. Pois a crença anula a função de raciocinar e assim fica exposto ao engano e má-fé dos inescrupulosos. Nisto ela esta certa.”

Depois o colunista prossegue com sua crítica numa tentativa de “desmascarar” a Logosofia. Certamente porque ele vê uma máscara, a que lhe faz parecer religião aos seus olhos: epifania, verdade revelada, salvação do espírito, gratidão elevada ao patamar de adoração, superioridade inquestionável dos conhecimentos logosóficos sobre qualquer outro ainda que equivalente, ideia de que qualquer tentativa de evolução será fracassada ou ineficiente sem a filiação e cumprimento do método ali ensinado, etc. Problemas criados pela atual postura de uma grande maioria dos discípulos de Raumsol.

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Será que este exemplo somado a muitos outros cada vez mais frequentes não indica que está na hora de rever a necessidade deste desperdício de energias e consequente desgaste da própria imagem da instituição começando a deixar bem claro que em sua essência ela é uma doutrina transcendente (como está descrito no próprio livro Curso de Iniciação Logosófica, parágrafo 6) de base deísta em contraposição ao teísmo religioso e é assim um caminho de evolução pessoal, de cultivo de virtudes, conhecimento de si mesmo, construção de uma vida mais feliz, perfeitamente adequado para os que buscam espiritualidade sem dogmatismo, superstição e fanatismo? É uma escola, uma escola para os que querem aprender o que ela ensina, e que busca expandir-se para mostrar o  quanto pode fazer do mundo um lugar melhor, mas sem fanatismo de querer “dominar o mundo” como querem as crenças religiosas, sobre o pretexto de salvá-lo. Sim, porque o ponto mais difícil de transpor é a reação do meio intelectual de aceitar uma ciência com tanto objetivo espiritualista (evolução do espírito, conhecimento das Leis Universais, Deus, etc), mas isto é perfeitamente cabível a uma escola de base deísta, e qualquer pessoa instruída entende que deísmo não é religião, são coisas diferentes, e o deísmo pode conviver sem conflito com o pensamento científico, aliás, a filosofia deísta no século XVIII teve papel importante na luta por dar espaço para a ciência. Mas se Raumsol disse que a Logosofia é uma ciência, uma escola de sabedoria, ciência da felicidade, ou qualquer outra coisa, então os discípulos podem difundi-la com esta ideia, mas como ele não falou que é uma escola de cunho deísta, não fala em deísmo, talvez desconhecesse a fundo a filosofia deísta, então ninguém se atreve a defini-la assim, melhor ficar forçando a entrada no meio científico até que ela seja reconhecida como ciência tal qual a psicologia. Isto nunca ocorrerá, convenhamos, a não ser que surja prova irrefutável, demonstrável e replicável, da existência de Deus e do espírito. Enquanto isto muitas e muitas pessoas continuam vendo a Logosofia com desconfiança e desinteresse pela falta de clareza ou por verem posturas de uma religião em seus filiados: um mestre venerado (estrapolando a simplicidade da gratidão), uma bibliografia que supre toda a necessidade filosófica e espiritual humana, pessoas dia e noite compromissadas com a instituição e ausentes da vida agora chamada de “comum” em oposição à uma nova que é “superior” e lhe chama para estar cada dia mais envolvido em atividades, reuniões e mais reuniões dentro da instituição.

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Sobre a forma como muitos estudantes de Logosofia entendem a evolução que busca-se em seus objetivos principais, a evolução interna, espiritual e moral do homem, será mesmo que alguém que simplesmente pelo fato de não estar filiado na instituição Logosófica, mas que se esforça em desbravar a vastidão da complexidade humana, que exerce um senso crítico sobre os padrões culturais e sobre si mesmo, que busca compreender e superar seu ego, não possa esta pessoa estar dando passos no domínio sobre si mesmo, não possa criar virtudes que antes não tinha e não possa evoluir? A postura de muitos estudantes que afirmam isto ainda que contornando os argumentos cria outro grande problema para uma antipatia dentre os que lhe rodeiam. É óbvio que quem não estuda Logosofia sempre terá imperfeições e em alguns momentos lhe faltará alguma virtude, mas qual estudante de logosofia não é assim também? Questões como estas devem ser trazidas à tona para alavancar uma revisão de postura por parte dos atuais docentes de Logosofia. Dou razão ao Mestre Raumsol, mas não dou razão aos seus discípulos que acham desnecessários qualquer outro autor para aprender a pensar melhor, de que fora de seus domínios ninguém aprende a pensar e consegue evoluir, pensar assim não torna a Logosofia desnecessária, acreditar nisto é típico das crenças religiosas que não podem admitir a validade de outra porque invalidaria a sua própria, mas justamente estamos falando de algo que não é religião mas que ao posicionar-se assim começa a parecer com uma. Existem muitas pessoas com razão crítica, inclusive sobre si mesmo, que se questionam e mudam para melhor pela simples vontade de ser mais sábio, de saber mais e de ser mais feliz, pessoas assim podem encontrar ainda mais estímulo e capacitação com o auxílio da Logosofia, podendo auxiliar para que mais e mais pessoas busquem o mesmo e que se trabalhe em conjunto por um mundo melhor, mas não pode-se dizer que esta mesma pessoa estaria “perdida” espiritualmente fora da Logosofia, sem chance de evoluir, pobrezinha… Assim começa-se a falar como um pastor que anseia por salvar outra ovelha. Agravante maior disto é que se pessoas assim movidas pela liberdade de pensar resolvem questionar a forma como se está fazendo algo na instituição Logosófica, onde uma visão crítica indica que algo pode estar errado, não no ensinamento ou no método mas na postura da escola como reflexo da postura dos discípulos, logo é taxada por não conseguir compreender a Obra Logosófica, isto pela medida dos que pressupõe já ter compreendido mas que reagem ao questionamento colocando num patamar de inferioridade o outro que questiona. Sobre isto, quando deixei de ser cristão, de frequentar a igreja, minha mãe que é muito católica depois de um tempo disse exatamente o mesmo, de que eu não havia compreendido o evangelho. A mesma evasiva para justificar que tudo é perfeito e não cabe crítica, apenas nós que não compreendemos a perfeição.

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Outro pensamento comum no ambiente logosófico e que pode acobertar uma postura excessiva na motivação sobre os demais para se estar ali compulsivamente criando-se muitas reuniões para todo tio de coisa, é de que ali se trabalha por uma humanidade melhor, ali se faz o bem pela humanidade. Mas aqui cabe uma pergunta também a título de algo para pensar: só se faz o bem difundindo Logosofia e enchendo a agenda de reuniões na instituição Logosófica? O autor da Logosofia nos dá o direito de questionar… Quando escrevi que se criam reuniões para todo tipo de coisas, há questões inclusive que hoje em dia com msn e Skype poder-se-ia resolver em meia hora estando cada um em sua casa sem ausentar-se a noite inteira de sua família, pois como disse o mundo hoje não é o mesmo de 50 anos atrás, temos o trânsito por exemplo, e houve muitas vezes em que me ausentei de casa das 19:00 às 21:00 para reuniões aonde o objetivo restringiu-se a decidir o lanche, recepção e organização de mesas para atividades da semana seguinte, o que poderíamos ter feito via internet com mais objetividade e sem ausentar-nos de nossas casas e famílias.

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Eu hoje não estou mais filiado à instituição Logosófica a que pertenci, isto significa que não há mais evolução para mim? Não faço mais o bem pela humanidade ou não estou mais fazendo diferença na construção de uma humanidade melhor para o futuro? Não estou mais sendo um “servidor para a humanidade” que é o termo logosófico para isto? Eu educo minha filha para ser responsável, ter boa conduta, cultivar virtudes, converso com ela preparando-a para também levar estes pensamentos adiante, isto não é fazer algo por uma humanidade melhor? No ambiente de trabalho procuro manter as conversas sadias, no meio social procuro promover a boa convivência, o respeito, a tolerância, isto não é estar servindo a humanidade? No meu condomínio eu sou participativo no conselho, busco o melhor para a convivência e satisfação de todos, isto não é também algum tipo de serviço ao próximo? Na comunidade auxilio instituições que cuidam de crianças que se não fossem por estas passariam fome e não teriam uma cama para dormir haja vista o descaso de nosso governo e a insensibilidade dos que acham que fazer uma humanidade melhor é algo somente que vai da classe média para cima (não falo da instituição Logosófica a qual pertenci, oude outras, porque este não é o objetivo dela, mas aqui entram muitos estudantes de Logosofia falemos a verdade pois muitos destes somente dizem que“caridade não é dar esmola”, concordo, mas em contrapartida não fazem nada em substituição a isto). Sendo assim mesmo que eu seja um estudioso, leia e reflita muito, quero ser melhor, ser mais sábio, ter conhecimentos, ser mais feliz e levar para as outras pessoas o estímulo de tudo o que aprendo, as Leis Universais não me permitirão acesso à sabedoria e conhecimentos superiores do espírito, do mundo metafísico, somente pela falta de estar na instituição Logosófica? É apenas outra pergunta para exercermos o senso crítico, pois o próprio autor nos autoriza questionar e não pode ser proibido fazer perguntas, ainda que dentro da instituição elas possam ser tomadas por “reação ao ensinamento”… Este e um termo que desencoraja os estudantes a questionarem, pois ninguém quer ser visto como alguém que está reagindo ao ensinamento, logo assim, começa a ser“seguidor da ideia dos outros” que aparentam já ter as respostas.

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Não estou querendo atacar a instituição Logosófica a qual fiz parte, mas acredito numa forma desta instituição ser mais próxima da sociedade, de superar estas questões que geram antipatia, desconfiança e consequentemente baixo crescimento,  acredito que ela pode estimular no estudante seu sadio enriquecimento cultural, o que desperta admiração, e de ver as demais ciências como auxiliares dela também, porque veja que hoje os estudantes parecem ver a mesma como auxiliar das demais no sentido de que as outras estão incompletas sem ela, mas será que a Logosofia também não está incompleta sem as demais? Penso que a Logosofia deve ser uma ciência para trabalhar lado a lado com as demais ciências, e não pretendendo ser a cabeça delas.

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Sei que esta instituição Logosófica é uma escola de Logosofia e o Mestre Raumsol a criou com este fim, mas buscar justificativa em clichês comparativos como os de que assim como em medicina só se estuda medicina em Logosofia só se estuda Logosofia, é uma falácia que muitos utilizam para acobertar um desprezo velado pelo valor de outras ciências inclusive para evolução espiritual, agir assim é uma forma de absolutismo. As demais ciências ou importantes pensadores para a formação intelectual, cultural e consequntemente moral e espiritual do homem, podem não ensinar a tratar dos pensamentos como a Logosofia faz, mas é presunção, para não dizer ingratidão, afirmar que são dispensáveis para a evolução do espírito e do gênero humano. Volto a questão da ciência logosófica como ciência auxiliar das demais ciências, tema este muito abordado em palestras sobre Logosofia, mas que da forma como está sendo conduzido vem dando a entender que a mensagem é de que as demais ciências necessitam da Logosofia, mas a Logosofia no final não necessita de nada nem ninguém. Não sei se é isto que o Mestre Raumsol quer que entendamos, apesar de parecer ser o que a maioria entende e quer defender que seja assim, isto é o que causa o mal estar de muitos sentirem-se com medo de parecer fanáticos. Será que González Pecotche que tanto ensina sobre colaboração iria querer que nós desprezássemos a colaboração das outras ciências para construir uma futura humanidade mais feliz? E não me refiro apenas às ciências de uso prático em primeira instância como a física, a medicina e outras, mas também a história, a antropologia e porque não a filosofia?Não consigo entender porque muitos estudantes de Logosofia parecem achar que vão diminuir o valor da Logosofia se derem razão à importância de autores como Voltaire, Nietzsche, Spinoza, Kant, Bertrand Russel, Freud, Jung, e outros, para auxiliarem a entender coisas que somente a bibliografia logosófica não é suficiente para entender, e não falo de levar estes livros para dentro da instituição Logosófica, mas de eles ao menos serem estimulados para leitura, de fazerem parte da formação mental do logósofo. Lutar contra isto ou querer fazer crer que é inútil somente contribui para a alienação e para a desconfiança externa de que ali se é fanático de uma bibliografia. Eu mesmo aprendi muito sobre impostura religiosa lendo Voltaire e Nietzsche, tive compreensões e ampliei meu entendimento de uma forma que não conseguiria apenas com a bibliografia logosófica. Sabe o que aconteceu quando comecei a recomendar dentro do ambiente logosófico que outros estudantes lessem esses livros em casa? Um destes docentes com mais de 30 anos de estudo veio “intercambiar” comigo de que eu deveria estimular os meus colegas a estudar logosofia, e que estas leituras apenas levariam à confusão. Como disse, não há proibição, mas até que ponto está presente o estímulo de que o estudante busque instruir-se com conhecimentos a mais além da bibliografia logosófica?

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Imaginemos o seguinte: um grupo que aprendeu a tocar ouvindo Beatles, e este grupo como milhares conceitua que inegavelmente Beatles foi a melhor banda de rock da história, agora imagine que este grupo passa a dizer então que por este motivo nenhuma outra banda é necessária, nenhuma outra composição é necessária, já tivemos o melhor, basta, acabou a busca, o que poderia ser feito de melhor já foi feito, e ele diz ter comprovado pois sabe tocar todas as músicas e aprendeu com elas, estudou-as a fundo, tudo o que está fora da discografia dos Beatles seria apenas uma tentativa infrutífera de explorar uma arte que já foi tratada com perfeição, riem e dizem os discípulos dos Beatles…

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É um exemplo bobo, mas seria incoerente pensar assim, não? De onde vem esta tendência de fanatizar-se e negar o novo ou que haja algum ensinamento importante e elevado além dos oferecidos pelo mestre? Das religiões, obviamente, é delas que vem este pensamento de “tivemos nosso messias, quem não está por ele está contra ele…”, ou de que “ninguém pode servir a dois deuses ao mesmo tempo”. Então se você seguem um mestre não pode buscar ensinamentos de outro, do contrário você é um traidor, e assim para muitos discípulos de Raumsol se você considerar Voltaire (meu caso) ou outro pensador consagrado qualquer como sendo um mestre mais especializado que Raumsol dentro de um campo específico do pensamento humano, você está traindo seu maior mestre, você tem que vê-lo como melhor em tudo. Pois é assim que muitos discípulos do autor da Logosofia já fanatizados estão fazendo Logosofia em suas vidas, e levando-a adiante desta forma, o que resulta apenas em reação das mentes já cansadas de fanatismo.Quem leia minha crítica não pense que o que escrevo é fruto de pouca experiência ou que vivi pouco no ambiente logosófico. Apenas para dar peso às minhas palavras, fui diretor de núcleo por vários anos, atuei em uma sede com mais de 100 estudantes, participei da Comissão Regional de Difusão da minha região, dirigi tertúlias (palestras para filiados), fiz palestras tanto na instituição Logosófica a qual fiz parte quanto em locais públicos para divulgação de Logosofia, atendi diversos interessados em cursos informativos, participei de diversos simpósios e encontros logosóficos aonde conheci e conversei com estudantes que de tantos anos de estudo conheceram o Mestre Raumsol pessoalmente. Posso não ter estudado 30 anos, mas o próprio Raumsol diz que não são os anos que contam, fazendo analogia com a aviação aonde a experiência se mede pelas horas de voo e não de anos. Existem muitos estudantes que já saíram da instituição por questões como esta que mencionei e as quais faço crítica, será que não há nada a ser revisto e repensado? Está tudo perfeito como está? Não podemos ignorar que as Leis Universais não foram criadas pelo Mestre Raumsol, elas sempre atuaram e atuarão inclusive sobre a qualquer instituição Logosófica. Raumsol criou a Logosofia e seu método em acordo com estas Leis, mas será que os seus atuais discípulos e dirigentes desta e de qualquer outra instituição logosófica a estão mantendo desta forma? Na época do Mestre Raumsol a sua escola de Logosofia crescia vertiginosamente, porque será que hoje em dia não mais? Ao contrário, o que vemos é que muitas sedes completam uma década com o mesmo número de estudantes, entram 10 saem 10. Não há nada errado? Na Argentina, país natal do autor, a Logosofia é um movimento tão minguado que mais para parece que com uma ou duas gerações ele desaparecerá ou serão apenas pequenos grupos isolados que juntando todos do país não encherá um auditório mediano.

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No Brasil o gráfico de crescimento dá a impressão de estar pendendo para o declínio, a sede que ingressei em 10 anos não aumentou quase em nada o número de estudantes, entram e saem ciclicamente. Os que permanecem há décadas na maioria são os que continuam repetindo as ideias fixas e fanatizadas presentes nesta crítica, ou os que aprenderam a se adaptar apesar de julgarem muita coisa errada, vão dando o seu jeitinho para continuar sem se envolver muito e no fundo não estão muito preocupados com a real expansão da Obra, que requer boa aceitação do tipo de pessoas que se quer alcançar, ao contrário, hoje tem-se levado os de razão crítica a entenderem que estão querendo os fazer aceitar que a Logosofia é algo como uma verdade revelada por um grande espírito e que quem disser que há sabedoria fora dali, que em outros autores pode-se encontrar algo que ali não se encontra, ou que considere exagero frequentar assiduamente “dia sim dia não” as atividades da sede, logo será visto como alguém que não compreendeu o que é Logosofia de verdade, que ainda não sentiu a verdadeira gratidão ao bem recebido e ao que tem em mãos.

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Para quem diga que estou falando algo sem lógica, algo que não é a realidade, vejam o gráfico que fiz com base na sede da capital de SC, estado aonde estudei Logosofia, e esta sede é a de maior representação no sul do Brasil (clique para melhorar a nitidez):
Será que isto reflete um crescimento aonde se possa dizer que se está no caminho certo? Em Logosofia aprendemos sobre as chamadas Leis Universais, e quando estamos à favor delas estamos evoluindo, aonde está a evolução de uma representatividade de 0,03% para 0,04% da população no transcorrer de 70 anos? Alguns até diriam que isto não é crescimento, se estaria estacionado na faixa de 0,04%, e isto em 70 anos! Aprendemos em Logosofia que não atingiremos a verdade enquanto estivermos na ilusão, por isto pensemos em termos realistas. Hoje em 2010 a população mundial é de estimadamente 7.000.000.000 de habitantes, sendo que o número de estudantes de logosofia é hoje próximo de 7.000 em todo o mundo (quando falamos em milhares de estudantes ao redor do mundo o número é este, próximo de sete milhares – arredondando generosamente para cima), o que nos dá uma representação percentual de 0,0001% da população mundial. A previsão é que para o ano 2050 a população mundial seja de 10.000.000.000 de habitantes, e se esta instituição logosófica continuar com um crescimento anual de 2,5%, que é o que se tem conseguido nas grandes sedes, a exemplo do gráfico de Florianópolis, já que a realidade atual é de que em uma sede com mais de 100 estudantes costuma-se ver ingressar uma média de 6 novos por ano mas ao mesmo tempo vemos sempre 3 ou 4 afastamentos dentre os existentes, e isto com todo o esforço que se tem feito e que não é pouco, quem faz parte sabe, matematicamente então o número de estudantes de Logosofia no ano de 2050 em todo o mundo poderá ser de proximadamente 18.000 estudantes, parece muito, mas isto continuaria sendo uma representação percentual de apenas 0,00018% até o ano 2050. Ou seja, todo o trabalho que se está fazendo se vermos matematicamente não está resultando em crescimento factual, está resultando apenas em sobrevivência dentro desta mesma margem percentual, se está estagnado matematicamente… São 40 anos para aumentar 0,00008% de representatividade. Qual o impacto de uma representatividade desta se o objetivo for influencir o meio e formar uma nova cultura que possa ser posta em vista frente à humanidade? Os utopistas poderão dizer que não é assim que se deve medir os resultados, mas então a meta de influenciar o meio aonde vivem e causar impacto cultural suficiente para poderem afirmar que estão fazendo diferença para a construção de uma cultura melhor no contexto mundial poderá ser percebida somente daqui há uns 5.000 anos, sejamos francos. Do contrário se está conformado com o egoísmo de que o importante é que o próprio já está vivendo isto e de que pode levar algumas migalhas para seus familiares e conhecidos. Não pode ser assim, algo está errado, e só vai mudar quando se quiser mudar, o que não parece ser no momento.

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Há uma grande trava aí escondida, ou várias, e não é falta de esforço para difusão, o que se mais vê é estudantes indo a exaustão de tanto trabalhar por palestras, reuniões informativas, outdoors, revistas, entrevistas em tv, artigos em jornais, livros de graça pela internet, etc. Por isto esta é uma crítica sobre as causas que em minha opinião muitos estudantes não querem considerar, não querem debater a respeito, mas que noto serem sim um grande problema. Podia ser feito internamente? Não, pois nos comentários que seguem abaixo já é possível ver muito do motivo, a única coisa que se ouve é :”você não está entendendo a Obra”, e uma parcela considerável dos dirigentes (parcela considerável não é sinônimo de todos) repetindo seus predecessores apenas passam Conferências e Classes para ler com o intuito de nos “ajudar” a entender… E se voltarmos com as mesmas questões… “Humm, ele está reagindo”, vamos propor ao diretor do núcleo de estudos dele fazer um estudo sobre o tema “x” para ajudá-lo…

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No fim ou você desiste, ou se “adapta” e cuida de si mesmo repetindo o velho bordão: “A Obra é perfeita, os discípulos é que são imperfeitos”. Tenho uma pessoa na família muito católica que sempre defende sua crença e sua religião com as seguintes palavras “a Igreja é Santa porque é de Deus e pecadora porque é feita de homens, vamos confiar no que se está fazendo de bom e deixar que Deus cuide do resto”. É mais ou menos isto que vi em grande número dentro da instituição a qual pertenci mas com outras palavras, isto é comodismo frente ao que está errado e comodismo é algo totalmente contrário à evolução. Vejamos o gráfico, a matemática por acaso não é lógica e por isto mesmo não é uma manifestação de leis inexoráveis?

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Não é apenas a comprovação que é um requisito da ciência, tão aclamada pelos estudantes de Logosofia, também a refutação e a falseabilidade são atributos de qualquer ciência, se negarmos a nós mesmos este diretiro estaremos muito longe de estar fazendo ciência. Em meus anos de filiado sempre vi lotarem as agendas pessoais dos estudantes com reuniões para todo tipo de coisa, até para decidir sobre o cardápio do Coffeebreak como relatei minha experiência, mas nunca vi uma reunião ou mesmo um simpósio de dirigentes com um tema como: “onde podemos estar errando?”. A ciência se faz este tipo de pergunta…Por fim, alguém me perguntou qual seria então minha proposta, incluir autores como Voltaire nos estudos dentro da instituição Logosófica? Abolir a chamada “dieta mental” sugerida pelo método logosófico aonde se recomenda não absorver outras literaturas filosóficas ou espiritualistas até que se tenha um conhecimento amplo de Logosofia? Criar disciplinas expositivas sobre a fase esotérica da Logosofia aos seus estudantes? Aplicar o estudo de filosofia e religiões dentro da instituição Logosófica?Penso que se procedessemos desta forma estaríamos alterando o estatudo e metodologia desta instituição enquanto escola de Logosofia, o mesmo para qualquer outra. O que defendo é refletirmos sobre a forma de interpretar e fazer logosofia sem se tornar dogmática, sem tomar ares de epifania, de verdade revelada , etc. Então vejamos o que sugiro no lugar de cada um destes pontos em que fui questionado:
- Deixar que a dieta mental seja aplicada conforme o livre-arbítrio de cada um, de forma que cada um saiba o momento que se sente seguro para não fazer confusão com seus estudos, ao contrário disto, se tem propagado a dieta mental como se fosse um alerta tal qual o das religiões bíblicas que falam não ser possível servir dois Senhores ao mesmo tempo, se você busca Javé não pode busca Baal… Assim estão fazendo parecer que se você busca Raumsol não pode buscar respostas em Kant, em Voltaire ou em Nietsche. Mentes cansadas de fanatismo se assustam com interpretações como esta, deve-se interpretar melhor esta questão.
- Incluir Voltaire ou qualquer outro autor no estudo das classes especiais extrapola o objetivo da instituição de ser escola de Logosofia, mas seria errado estimular a leitura dos mesmos e de outros como úteis e complementares?
- Não acredito necessário núcleo sobre época da escola esotérica, mas o que acho é que não pode-se fazer de conta que ela não existiu. Vi esdutantes saírem da Obra indignados depois de descobrirem por si mesmos isto, como se estivessem tentando-os enganar o tempo todo… e isto contribui para a epifania que se faz de Raumsol, como se seu pensamento, sua obra, não tivesse evoluído, como se ele tivesse “vindo à terra” já pronto para nos salvar de um mundo em decadência, fazendo com que muitos o vejam como uma espécie de Jesus humanizado e aonde os fanatizados sentem-se na obrigação de fazer com que as pessoas ao seu redor deixem de acreditar no Jesus falso para virem aprender a ciência do verdadeiro Guia da humanidade. Isto faz a Logosofia parecer mais com uma religião do que com uma ciência.
- Núcleos de estudo sobre história da filosofia e das religiões seriam mais uma reunião entre as infinitas que já criam, mas talvez um material selecionado e o estímulo aos interessados em reunirem-se e estudarem extraoficialmente não seria má ideia, seria?- Sobre a falseabilidade me refiro mais à interpretação e aceitação do ensinamento como verdade, que não se aceite tão facilmente que se esteja interpretando da forma correta sem buscar os possíveis equívocos e suas consequências, como algumas que já tem ocorrido e reflete-se visivelmente no crescimento minguado da mesma e sua baixa aceitação entre as pessoas que conhecem estudantes de Logosofia (veja depoimentos aqui mesmo no blog).
Não estou atacando os que vêm aqui defender a Obra Logosófica, não sou contra defender a Obra pois eu mesmo não a estou atacando, mas ataco sim esta postura que não convence ninguém e por isto mesmo não expande a Logosofia, defender sem demonstração que ateste ou sem uma argumentação que se sustente com lógica, com razão e plausibilidade, é mero proselitismo, e lamentavelmente os discípulos de Raumsol em grande maioria hoje fazem apenas proselitismo, e desagradam desta forma muitas pessoas que depois de um tempo não aguentam mais ouvi-los falando de Logosofia.Posso não estar mais na instituição a qual fiz parte, mas estou tentando fazer alguma coisa, aqui ao menos estou tendo condições de escrever e ser lido sem ser interrompido ou sem ter meu conceito pessoal “crucificado” frente aos demais que se julgam representantes de Raumsol na terra…

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Por isto eu disse, os novos pensamentos fariseus já se instalaram dentro das mentes de muitos estudantes de logosofia e estão preparando uma religião do Séc XXI ao seu gosto. Sei que estes que encontram-se nesta posição possuem boas intenções e a convicção é sempre a de que estão dedicando suas vidas e trabalhando da forma como consideram o melhor a se fazer para o bem da humanidade, não estou dizendo que são pessoas ruins, mas quem está na religião pode dizer a mesma coisa, e também não são pessoas ruins, então devemos ser racionais e ver que algo pode estar errado se o objetivo é influenciar a formação de uma cultura melhor, com a apresentação de uma proposta diferente. E o objetivo não pode ser o de mostrar-se oposição ou querer substituir as religiões, em uma democracia há espaço para todos, melhor é conviver em harmonia, e deixar que cada um decida o caminho que quer para sua vida com base no que observa e vê de resultados apresentados, o contrário disto, repito, é um mero combate proselitista e contaminado de fanatismo.Penso realmente que a proposta da Logosofia deveria ser o mais transparente possível para quem dela se aproxima e também para trair com mais eficiência, ao exemplo de mostrar-se mais alinhada à uma postura deísta ao invés de teísta, e manter isto claro, não querendo atacar a fé de ninguém que chegou às portas desta instituição, ou de qualquer outra, e que não queria sentir-se assim porque não sabia que ali a proposta basilar é outra. Deixando claro qual é a postura espiritual evita-se ficar atraindo teístas que não estão dispostos a mudarem sua forma de pensar ou de crer e evita que estes depois saiam dizendo que a Logosofia é uma armadilha para desviar cristãos ou algo assim, seria muito mais ético, mostrar que é uma escola ideal para quem já possui determinadas características em contrapartida aglutinaria com muito mais eficiência os que olhando para a Logosofia já de longe vissem qual é a proposta e logo pensassem: “puxa, sempre busquei algo assim, encontrar pessoas assim”. Depois disto será sempre o exemplo das realizações que permitirão aos outros a sua volta decidirem por si mesmos se querem mudar a forma de pensar e tentar outra forma de conceber e viver a vida ou se preferem continuar no caminho em que estão… Mas que nunca esta decisão tenha que ser tomada por disputas de eleitorado (proselitismo) e atemorização, seja com ameaça de inferno, ameaça de karma ou ameaça de “não evolução”.

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Agora vamos lá… Espero que este espaço promova debates sadios sobre o assunto, com a razão equilibrada e sem paixões afloradas, abertos à busca de um melhor entendimento.Importante: Os comentários feitos por visitantes não são de responsabilidade do autor deste blog, a opção “anônimo” é dada pelo Google/Blogspot, ainda assim buscarei estar atento para excluir ofensas e comentários fora do tema tratado, caso fique difícil irei desabilitar a opção anônimo.

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